FIC sedia exposição ?Retratos de Indaial?
Indaialenses são convidados a conhecer a história do povo, da cidade, da vida e das memórias …
CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
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INDAIAL – Foi aberta no dia 6 de março, a exposição “Retratos de Indaial: História, Paisagens e Memórias”, que pode ser visitada das 9h às 12h e das 13h30min às 17h30min até o dia 31 de março, nas dependências da Fundação Indaialense de Cultura (FIC) “Prefeito Victor Petters”, localizada na rua Blumenau, 5, no Centro. A exposição que está sob a responsabilidade do Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá e do artista indaialense, Marco Antônio Struve, apresenta três eixos: Indaial: Ontem e Hoje, com banners históricos; Fotos da Coleção Jamundá: Povo, a cidade: Cotidiano, Arquitetura e Paisagens; a Indaial indústria e a Indaial Rural, Crenças e Festas e Indaial: Paisagens e Memórias. O Povo, A Cidade, A Vida, As Memórias.
De acordo com informações da diretora Artística da FIC, Marli Bontempo Peixe, foi realizado um vídeo-instalação montado a partir das imagens digitalizadas pelo Arquivo Histórico, da coleção: Hiendlmayer e Mário Holetz.
Conforme relata o artista curador da Exposição, Marco Antônio Struve, a exposição “Retratos de Indaial: História, Paisagens e Memórias” acontece como parte das comemorações da 43ª Festa de Instalação do Município de Indaial (Fimi), visando demonstrar a grande capacidade que a fotografia tem diante da história, principalmente no que se refere às lembranças.
De acordo com o curador, as fotografias, aparentemente mudas, comunicam, expressam e significam. A fotografia representa algo, (sociedade, pessoas, objetos, lugares) que desapareceu, ou seja, ela representa a ausência, a mudança. “Elas constituem-se a memória dos indivíduos e uma referência que remete a uma realidade que já transcorreu no tempo e espaço e que não existe mais. É nesse aspecto que o primeiro eixo da exposição foi organizado. “Indaial: Ontem e Hoje”, constituída por banners preparados pelo Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá, mostra de maneira didática as mudanças na paisagem urbana de Indaial no transcorrer de quase um século comparando os locais retratados no início do século 20 e seu aspecto atual”, observa Struve.
Segundo o artista a imagem torna-se duradoura, pois suplanta seu produtor, os personagens e os motivos registrados e assim chegasse ao segundo eixo da exposição: as fotos da Coleção Jamundá.
Conforme Struve, dentro deste acervo fotográfico ele buscou as imagens que foram divididas em quatro segmentos: 1 – O Povo; 2 – A Cidade: Cotidiano, Arquitetura e Paisagens; 3 – A Indaial Indústria e a Indaial Rural; 4 – Crenças e Festas. “Através da fotografia buscamos congelar um determinado tempo, com elas podemos voltar no tempo e preservar a lembrança de nossa trajetória familiar, os amigos, a vida. Os homens colecionam esses inúmeros pedaços congelados do passado em forma de imagens para que possam recordar, a qualquer momento, trechos de suas trajetórias ao longo da vida. Chegamos aqui ao terceiro eixo de nossa exposição: a Vídeo-instalação: Indaial: Paisagens e Memórias. O Povo, A Cidade, A Vida, As Memórias. Produzida a partir das fotografias que fazem parte do acervo do Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá”, relata o curador ao afirmar que se recordar é viver plenamente, a fotografia cumpre grandiosamente essa função. Por meio dela, pode-se criar um arquivo de vida, registrando os momentos – congelando o tempo retratado, para depois reavê-lo ao indivíduo, conectando-o a um tempo já transcorrido e vivido, ou não, por ele. Fotografar é fazer-se historiógrafo e preparar um legado resgatando o passado no presente.




