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Investir em educação deve ser a prioridade dos governos

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Investir em educação deve ser a prioridade dos governos
Frederico João Hardt, conhecido por Lico, 57 anos, foi prefeito uma única vez em Indaial. …

Cleiton Baumann

Liliani Bento

Frederico João Hardt, conhecido por Lico, 57 anos, foi prefeito uma única vez em Indaial, não disputou outros cargos eletivos, mas ficou bastante conhecido pela sua forma austera de administrar. Foi um dos prefeitos que mais investiu em educação e acredita que, somente através dela, é promovida a mudança social de verdade.
É conhecido também por suas viagens pelo mundo, sempre acompanhado da esposa Maria Terezinha. Sua companheira há 38 anos e melhor amiga, que o ajuda em tudo e tornou sua trajetória mais leve. “Sem ela com certeza teria sido muito mais difícil a jornada”, afirma.
Além disso, é um empresário reconhecido pela sua forma de administrar e, no momento, está preparando a sucessão familiar. Ele pretende em três anos ter mais tempo para as suas viagens.

Jornal do Médio Vale – O senhor é conhecido até hoje pela austeridade quando foi prefeito em Indaial, de 1993 a 1996. Qual foi o marco da sua administração?
Frederico João Hardt (Lico) – Foram quatro anos dedicados integralmente à política. Nesse período minha esposa, Maria Terezinha Hardt, foi quem assumiu a empresa. Nesses quatro anos cuidei da reforma administrativa, criando os cargos de secretarias. O processo administrativo vinha se repetindo há 20 anos e precisava ser modernizado. Com o auxílio da Furb montamos a nossa reforma administrativa, formato que, com poucas mudanças, existe até hoje. Foi no meu governo também que asfaltamos o trecho da estrada Velha (Dr: Blumenau) até o Encano. O único asfaltado até hoje. Informatizamos toda a prefeitura, a agricultura ganhou a patrulha mecanizada e criamos o Parque Ribeirão das Pedras. Mas o marco mesmo foi o investimento na educação. Foi para onde direcionei mais recursos. Reformei escolas, construí pavilhões de esportes e investi na qualificação dos professores.

JMV – O senhor acredita que a educação deveria ser a maior preocupação dos governantes?
Lico – Com toda certeza.  Japão e Alemanha se reergueram depois da guerra através da educação. Primeiro temos que formar o cidadão, para depois pensar no restante. No Brasil, essa visão começou muito tarde.  Era interessante deixar o povo pobre de cultura. Investir na educação é o mesmo que investir no crescimento do município. Mesmo que não haja reconhecimento por se investir em educação, essa deve ser a prioridade dos governantes. A educação ajuda a diminuir o problema social.

JMV – O senhor guarda alguma  frustração da época em que foi prefeito?
Lico – Guardo uma frustração, a de não ter conseguido aprovar o plano diretor. Como nós não tínhamos a maioria na Câmara de Vereadores, eles levaram três anos para aprovar. O Plano que existe hoje é o que elaboramos na época, claro que com algumas revisões. Também deixamos 80% da Policlínica, conhecida como Sais, pronta e foi inaugurada na próxima gestão.

JMV – Qual a sua visão sobre Indaial?
Lico – Acredito que houve um pouco de irresponsabilidade nas obras de saneamento. Foram destruídas vias públicas, gasto milhões em tubulação, mas nenhuma estação de tratamento ficou pronta. Alguns recursos tiveram que ser devolvidos porque não foram usados. Esta é uma obra importantíssima. Com as chuvas que tivemos, acredito que a tubulação esteja toda entupida. Essas obras não resolveram o problema de saneamento e ainda criou outro agora para a nova administração. Se não forem construídas as estações de tratamento todo o trabalho será perdido. Esta obra tornou-se um empecilho para o crescimento do município. Trata-se de um grande desafio para o atual prefeito.

JMV – O senhor exerceu cargo político uma vez. Mas sempre esteve envolvido com a política. Como foi isso?
Lico – Bom, meu avô foi o primeiro prefeito eleito de Indaial. O meu pai foi vice-prefeito. Eu sempre estive envolvido em cargos públicos. Fui presidente da CDL por quatro vezes. Fui presidente do PMDB. Na verdade, acabou sendo um caminho natural. Mas me candidatei apenas duas vezes para prefeito. Depois resolvi cuidar dos meus negócios. Dediquei quatro anos da minha vida ao serviço pela comunidade, fiz a minha parte.

JMV – Hoje o senhor administra a Lojas Hardt?
Lico – Sim. Eu e meus filhos. Minha esposa, que durante muito tempo ficou a frente dos negócios, dedica-se a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Meus quatro filhos trabalham na empresa. Hoje nossa meta é manter a estrutura que temos, mas sempre com mais profissionalismo e qualidade. Temos duas lojas em Indaial e duas em Timbó. Também estou preparando a sucessão familiar. Está nos meus planos trabalhar mais uns três anos e depois me aposentar.

JMV – O que o senhor pretende fazer na aposentadoria. Já tem algum plano traçado?
Lico – Dedicar mais tempo às minhas viagens. Nós gostamos muito de viajar. Já fizemos viagens muito boas para Chile, Alemanha, França, Itália, entre outros. Nos nossos planos estão conhecer Japão, Rússia e a Tchelosváquia. Sempre viajamos e ficamos três a quatro semanas fora, mas agora queremos nos dedicar mais as viagens, ter tempo disponível para ficar mais de um mês explorando as riquezas do país.  

JMV – Quando o senhor não está se dedicando ao trabalho o que gosta de fazer?
Lico – Eu tenho alguns hobbys. Gosto muito de música e de tocar teclado e violão. Adoro futebol e esportes em geral. Participei várias vezes dos jogos abertos. Além, é claro, das viagens. E o gosto pela música e pelos esportes, curiosamente, também foi passado para meus filhos. Pode ver que a Lojas Hardt está sempre envolvida em patrocínios esportivos.

JMV – Qual papel sua esposa exerceu nessa sua trajetória de empresário e político?
Lico – Eu diria que foi fundamental a sua participação. Sem ela, com certeza, a trajetória não teria sido a mesma. Ela foi o meu pilar de sustentação nos negócios enquanto eu me dediquei à política. Agora é o momento de ajudá-la a fazer o que tem vontade. Por isso, ela está afastada da empresa e se dedicando a Rede Feminina de Combate ao Câncer.  Quando eu estava na prefeitura ela me ajudou muito nos trabalhos sociais. Estamos há 38 anos juntos, somos casados e cúmplices.
 

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