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Justiça condena envolvidos na Operação Curupira

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Justiça condena envolvidos na Operação Curupira
Entre os condenados estão dois ex-servidores da prefeitura de Indaial …

Clarice Graupe Daronco / JMV

INDAIAL – A Operação Curupira que foi realizada em 2012 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Itajaí junto a cidade de Indaial, mais precisamente na Prefeitura do município, que desmantelou um sistema de liberação de licenças e autorizações ambientais concedidas mediante o pagamento de propina, teve nesta semana o seu desfecho junto a Justiça. Segundo informações, foram condenados os dois ex-servidores da Prefeitura de Indaial (um fiscal ambiental e um topógrafo) por corrupção, que na época tinham sido presos quando da realização da Operação. Agora através da decisão da Justiça de Indaial cada um deles deve cumprir cerca de nove anos de reclusão.
De acordo com informações divulgadas na imprensa Estadual, através da promotora do Meio Ambiente de Indaial, Patrícia Dagostin Tramontin, apesar de condenados em primeira instância, os dois homens ainda não irão para o presídio. A promotora explica que, a prisão só ocorre após esgotadas as possibilidades de recursos. Como ainda cabe contestação neste caso, se recorrer, a dupla deve aguardar a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em liberdade. 
Patrícia Dagostin Tramontin lembra que era um esquema importante, onde rios foram modificados, vegetação foi cortada, tudo feito de forma ilegal, só pensando na propina. 
Os dois ex-servidores, o topógrafo Ademir Anderson e o fiscal Amarildo Luís dos Santos chegaram a ser presos na época, mas foram soltos pela Justiça e aguardavam o resultado do processo em liberdade. Outras quatro pessoas, que teriam pago propina aos agentes públicos, também foram condenadas pela juíza Leila Mara da Silva. As penas variam de dois a três anos de prisão em regime aberto.
Em nota o advogado que atua em defesa do ex-topógrafo informou que na sua visão, a juíza desconsiderou totalmente as provas apresentadas pela defesa, que levaria à absolvição do réu. Afirmou ainda que buscará a anulação do processo nos tribunais superiores. Já o advogado, Álvaro Antônio Rigoso Pille, defensor de Amarildo dos Santos, afirmou que ainda não foi intimado pela Justiça, portanto não comentou a decisão.

 

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