Aventura nas montanhas
Moeses Fiamoncini realiza montanhismo e escalada em pontos mais altos do mundo …
Clarice Graupe Daronco / JMV

RODEIO – “Paixão”. Com essa palavra Moeses Fiamoncini define a sua escolha de viajar o mundo escalando montanhas e montes para desvendar os seus mistérios. Em entrevista à redação do JMV, o jovem de 36 anos, nascido em Rio Negro, no Paraná, filho de Ivone e Valmor Fiamoncini, com familiares em Timbó e Rodeio, contou um pouco da sua história de aventuras pelo mundo. Fiamoncini tem dupla cidadania (brasileira e italiana) pois seu pais é descendente de Trentinos. O jovem está residindo fora do Brasil há 14 anos, com residência atual em Londres. “Morei de 2002 a 2008 em Portugal onde comandava minha própria empresa de Pintura e Remodelações de Prédios”, observa ele ao comentar que é deste trabalho que ele tem os recursos para viajar o mundo e conseguir realizar parte do seu sonho.
O rapaz, conhecido como alpinista, relata que em 2008 decidiu voltar ao Brasil e estabelecer residência em Curitiba. “Mas um sonho mudou meus planos, o sonho de viajar. Desde minha infância sempre gostei de conhecer lugares diferentes que a natureza nos fornece, especialmente, por ter nascido em uma região muito montanhosa e também por ser descendente de imigrantes trentinos, acredito que tenho essa paixão já na minha genética, busco descobrir o que tem ao redor e no cume das montanhas, por essa razão decidi viajar sem muitos planos, sem data de regresso e sem lugar para onde voltar”, conta ele.
O aventureiro já esteve em mais de 70 países conhecendo lugares dos mais diferentes aos mais difíceis. “Estive na América do Norte, em 2008; na América do Sul, em 2009, sendo que em janeiro de 2009 fui para a Argentina, depois Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e depois Brasil, me locomovendo somente por terra (ônibus) depois peguei um barco de Manaus a Belém e desci toda a costa brasileira até Curitiba”, relata ele ao lembrar que em 2010 foi para a África. “Fui para a África do Sul e subi até o Egito me locomovendo, novamente, somente por terra (ônibus), o período da viagem foi de mais ou menos um ano”.
Depois, em 2011 foi para a Europa; 2012, na Ásia; 2013 na Europa e Oriente Médio; em 2014 voltou à Ásia e à Europa e em 2015 percorreu a Europa, Ásia, Oceania e América do Sul. “Desde 2008 estou vivendo meu sonho. Trabalho mais ou menos dois meses ao ano, na França ou Londres, situação aceita por ter cidadania italiana. Atualmente resido em Londres onde abri uma empresa, denominada de: The Cloud Climbers Ltda onde sou CEO e fundador. A empresa tem por objetivo organizar grupos para ir ao Campo Base do Everest, no Nepal e escalar o Kilimanjaro, na Tanzânia, com total segurança”, destaca ele ao frisar que desde que começou a viajar já passou por mais de 70 países e atualmente conhece várias culturas. “Tudo o que apreendi e conheci, tanto na questão turística como cultural são conhecimentos que jamais irei esquecer”.
Fiamoncini relata ainda que pratica montanhismo desde 2008 e escalada desde 2009. Neste período ele já realizou montanhismo nos seguintes lugares: Chile – Vulcão Lascar, de 5.550 metros de altitude e Sairecabour, de 6.028 metros de altitude; Equador – Chimborazo, que tem 6.262 metros de altitude; Tanzânia – Kilimanjaro, de 5.895 metros de altitude; na França – Mont Blanc, de 4.810 metros, neste Fiamoncini esteve duas vezes, uma em 2013 e outra em 2015; Suíça – Matterhorn, com 4.478 metros de altitude; Argentina – Aconcagua, de 6.962 metros de altitude; Nepal – Campo Base do Everest, de 5.364 metros de altitude; ainda no Nepal – Annapurna – Circuito e Campo Base, mais de 300 quilômetros de caminhada em um dos cenários mais lindos que ele já passou e que tem altura máxima – Thorong La Pass, de 5.416 metros de altitude.
Ele também realizou escalada em rocha na: Alemanha, Áustria, Itália, Suíça, França, Nova Zelândia, Austrália e Tailândia. “Um dos lugares que me chamou muita atenção foi o Monte Roraima que fica entre o Brasil, Venezuela e Guyana”, observa ele ao destacar que um alpinista, quando está sozinho em um lugar como este, cercado pelas montanhas e correndo vários riscos de morte, tem muitos conflitos internos. “Precisamos estar com o psicológico muito bem preparado para não pirar e conseguir realizar o trajeto, pois até determinado ponto das escaladas e caminhadas, é só físico que conta e depois disso é o psicológico que precisa estar tranquilo e certo do que quer para chegar ao cume e não ficar pelo caminho: chegar ao cume é uma opção, a descida é uma necessidade”, frisa ele.
O jovem esportista de aventuras tão longas e desafiadoras ao mesmo tempo, precisa de patrocínio para realizar um dos seus maiores sonhos: chegar ao cume do Everest. “Para realizar esse trajeto é preciso mais de 50 mil dólares, e não tenho esse valor sendo que estou aberto para negociações de imagens, gravação de vídeos e também relatos sobre o percurso”, informa ele ao comentar que quem tiver interesse pode entrar em contato através do e-mail: [email protected]



