Brasil registra mais de mil óbitos por gripe em seis meses
Em Santa Catarina o número de mortes é de 139 pessoas sendo destas, 42 confirmados por
Influenza, …
Clarice Graupe Daronco / JMV
TIMBÓ – O vírus da gripe que atingiu os brasileiros ainda no período de Verão, segue deixando óbitos em várias partes do Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 5.214 casos de Influenza A (H1N1) entre janeiro a 11 de junho deste ano. Ao todo, 1.003 pessoas morreram em decorrência desse tipo de gripe. Trata-se do maior número de mortes por H1N1 no país desde a pandemia de 2009, que matou 2.060 brasileiros. Ao todo, foram notificados 5.214 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por Influenza A/H1N1 ao longo de 2016. A SRAG é uma complicação da gripe. Em uma semana, foram registrados 633 novos casos de SRAG por H1N1 no país.
Além das mortes pela Influenza A/H1N1, houve ainda 100 mortes por outros tipos de Influenza. São Paulo foi o estado com o maior número de mortes por Influenza, correspondendo a 42,7% do total no país.
Na semana passada, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que adiantará o início da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 em 2017.
Em nota o ministro da Saúde, Ricardo Barros disse que este ano o vírus chegou antes do previsto e pegou uma população que ainda não tinha tomado vacina. Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Mas não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.
Santa Catarina tem 139 óbitos
Em Santa Catarina a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde divulgou que de 3 de janeiro à 16 de junho, foram notificados 1.656 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 398 (24,0%) foram confirmados para Influenza, sendo 170 (42,7%) pelo vírus Influenza A (H1N1), 222 (55,8%) pelo vírus Influenza A, aguardando subtipagem (para identificar se o vírus é do tipo H1N1 ou H3N2) e seis (1,5%) pelo vírus Influenza B. Outros 847 casos de SRAG tiveram resultado negativo para Influenza A e B (SRAG não especificada), e 396 casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial.
O Estado também teve 139 óbitos por SRAG notificados, 42 foram confirmados por Influenza, sendo 34 (81,0%) pelo vírus Influenza A (H1N1), sete (16,7%) pelo vírus Influenza A, aguardando subtipagem e um (0,7%) pelo vírus Influenza B. Outros 79 óbitos por SRAG apresentaram resultado negativo para Influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada, e 17 se encontram em investigação.
O perfil de casos de SRAG, até o momento, indica uma intensa circulação do vírus Influenza, com predominância do subtipo A (H1N1), acometendo principalmente adultos e pessoas com comorbidades (doentes crônicos e obesos). Esses grupos apresentam uma tendência maior a apresentarem complicações quando infectadas pelo vírus Influenza, por isso a importância de procurarem um serviço de Saúde mais próximo da residência aos primeiros sinais e sintomas de gripe, para o tratamento adequado.
Cuidados
O uso do antiviral (Oseltamivir) está indicado para todos os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações e de Síndrome Respiratória Aguda Grave, independentemente da situação vacinal. Nos pacientes com síndrome gripal sem condições e fatores de risco para complicações, a indicação do antiviral deve ser baseada em julgamento clínico, se o tratamento puder ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença.
A terapêutica precoce reduz tanto os sintomas quanto a ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da Influenza, em pacientes com condições e fatores de risco para complicações bem como naqueles com Síndrome Respiratória Aguda Grave. O antiviral apresenta benefícios mesmo se administrado após 48 horas do início dos sintomas.
A gripe causada pelo vírus Influenza é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. É transmitida a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver de minutos a horas no ambiente, sobretudo em superfícies tocadas frequentemente. A partir do contato com um doente ou superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesão que pode ser grave e até fatal, se não tratada a tempo.
Os vírus do tipo Influenza circulam durante todo o ano, intensificando-se principalmente no período de Inverno, quando as pessoas buscam se abrigar do frio em ambientes fechados, o que favorece a transmissão do vírus.
Além da vacinação para os grupos prioritários, estratégia eficaz na redução da doença grave entre a população mais vulnerável, as principais formas de prevenção para a gripe são: Higiene respiratória/etiqueta da tosse – medida capaz de reduzir a circulação viral, pois previne a disseminação entre as pessoas e tratamento precoce com medicamentos antivirais, que ajudam a evitar a evolução para formas graves.



