Em Timbó, há manhãs que nascem com cheiro de café fresco e som de tradição. No domingo, dia 12 de abril, o Museu da Música será novamente palco de um desses encontros que aquecem o coração e conectam gerações. A partir das 9h30, o espaço recebe mais uma edição do já querido Café Musical, desta vez com a presença do Grupo Folclórico Os Cinquentões — um nome que carrega história, identidade e emoção.
Logo na chegada, o público será acolhido com um café da manhã preparado com carinho, daqueles que convidam a desacelerar e aproveitar o momento. Em seguida, às 10h, a música toma conta do ambiente. E não é qualquer música: são melodias que atravessam o tempo, que lembram origens e que fazem o passado dançar no presente.
Entre acordes e memórias, a cultura que permanece viva
Fundado em 25 de março de 1984, o Grupo Folclórico Os Cinquentões nasceu para celebrar o cinquentenário de Timbó. Mais de quatro décadas depois, o que começou como homenagem transformou-se em um verdadeiro guardião das tradições germânicas da região.
Em 2026, o grupo celebra 42 anos de história — uma trajetória construída com dedicação, afeto e compromisso com a cultura. Entre seus principais símbolos está o bandoneon, instrumento que imprime identidade às apresentações e que, ao soar, parece contar histórias sem precisar de palavras.
Mantido pela Prefeitura de Timbó, por meio da Fundação de Cultura e Turismo (FCTT), o grupo percorre diferentes palcos, levando consigo a essência das festas típicas, como a tradicional Festa do Imigrante, e encantando públicos por onde passa.
Hoje, são 15 integrantes, com idades que vão dos 10 aos 83 anos — uma mistura de gerações que encontra na música um elo comum e que prova que tradição não tem idade, mas tem continuidade.
No Museu da Música, cada apresentação ganha um significado especial. O espaço, que por si só já guarda histórias, transforma-se em cenário vivo de uma cultura que se recusa a ser esquecida.
Mais do que um evento, o Café Musical é um convite: para ouvir, para sentir, para lembrar. Para perceber que, em meio à rotina, ainda existem momentos simples — e profundamente significativos — capazes de reunir pessoas em torno daquilo que realmente importa.
E, naquele domingo, entre uma xícara de café e um acorde bem tocado, Timbó mais uma vez reafirma sua essência: uma cidade onde a cultura não apenas se preserva, mas se vive.



