Há dias que parecem feitos de instantes comuns, mas se revelam inesquecíveis à medida que acontecem. Assim foi o dia 3 de maio, no Museu da Música de Timbó, que se transformou em palco de uma experiência sensível e envolvente, reunindo mais de 200 pessoas em uma jornada que começou com histórias e terminou em música — ou talvez nunca tenha terminado.
A tarde abriu espaço para a imaginação. Às 16h, o público foi convidado a mergulhar no universo do 1º “Conta que Te Conto – Festival Catarinense de Contadores de História”. Famílias, amigos e curiosos ocuparam o espaço com olhares atentos e corações abertos, prontos para ouvir — e sentir. O espetáculo “Histórias Para Criar Coragem”, da Cia Contacausos, deu início a uma experiência em que palavras ganharam corpo, voz e emoção.
Segundo a profissional do museu, Cleonice Rodrigues Godois Lacerda, o evento foi marcado pela interação constante, com o público participando ativamente sempre que convidado. Entre narrativas que despertavam risos, reflexões e silêncios atentos, criou-se um ambiente de acolhimento e conexão — onde contar e ouvir histórias deixou de ser apenas tradição e passou a ser encontro.
E quando a noite chegou, trouxe consigo uma nova forma de emoção.
Às 19h, o palco se iluminou para o Concerto Noturno – 20 anos de música e formação, celebrando a trajetória do professor Jean Melere. Mais do que uma apresentação, foi um reencontro com o tempo, com o aprendizado e com tudo aquilo que a música é capaz de construir.
Alunos de diferentes idades e experiências dividiram o palco em um espetáculo que refletiu diversidade e evolução artística. Ao piano, a abertura com “Clocks”, da banda Coldplay, deu o tom da noite, que seguiu transitando entre estilos e gerações. Clássicos como “Chopis Centis”, dos Mamonas Assassinas, “It’s My Life”, do Bon Jovi, “Julho de 83”, do Nenhum de Nós, e “Chico Mineiro”, de Tonico e Tinoco, compuseram um repertório que dialogou com diferentes públicos e memórias.
Com todas as cadeiras ocupadas, o museu pulsava. Cada aplauso carregava mais do que reconhecimento — carregava emoção. Para o professor Jean Melere, o concerto representou não apenas duas décadas de ensino, mas a construção de uma trajetória marcada pelo compromisso com a formação musical e humana.
Entre notas, histórias e silêncios significativos, o que se viu foi mais do que uma programação cultural. Foram encontros. Encontros que revelam o poder da arte de aproximar, de emocionar e de permanecer.
E assim, entre a delicadeza das palavras e a força da música, o Museu da Música reafirmou seu papel como espaço vivo de inspiração — onde cada evento não apenas acontece, mas deixa marcas que seguem ecoando muito além de suas paredes.














