Em tempos em que cada litro de combustível impacta diretamente o orçamento das famílias, pesquisar antes de abastecer deixou de ser apenas uma escolha e passou a ser uma necessidade. Em Timbó, essa orientação vem sendo reforçada pelo trabalho contínuo do Procon municipal, que realiza monitoramento semanal dos preços praticados nos postos da cidade.
Levantamento divulgado pelo órgão, referente ao período de 9 a 13 de março, traz um panorama atualizado dos valores cobrados para gasolina comum, gasolina aditivada, diesel S10, diesel S500 e etanol. A iniciativa tem como objetivo ampliar a transparência das informações e auxiliar o consumidor na tomada de decisões mais conscientes.
Durante o período analisado, a gasolina comum apresentou variação entre R$ 6,35 e R$ 6,55. Já a gasolina aditivada oscilou entre R$ 6,37 e R$ 6,56, indicando diferenças pequenas entre os estabelecimentos, mas que, ao longo do mês, podem representar economia significativa para quem utiliza o veículo com frequência.
No caso do diesel S10, a variação foi mais expressiva, com preços entre R$ 6,69 e R$ 7,72 — diferença que reforça a importância da pesquisa prévia antes do abastecimento. O etanol, por sua vez, foi encontrado entre R$ 4,79 e R$ 4,89 nos postos que comercializam o combustível.
De acordo com o Procon, a divulgação desses dados também estimula a concorrência saudável entre os estabelecimentos, contribuindo para um mercado mais equilibrado e transparente.
Fiscalização e notificação dos postos
Além do levantamento de preços, o órgão intensificou a fiscalização diante das recentes movimentações do mercado de combustíveis, influenciadas por fatores econômicos e internacionais. Na última sexta-feira, dia 13 de março, todos os postos revendedores de Timbó foram notificados para que apresentem documentação que comprove a justa causa de eventuais aumentos ou, caso contrário, realizem a adequação dos valores.
O Procon passou a recolher notas fiscais de aquisição dos combustíveis — documentos que comprovam o custo real pago pelos estabelecimentos às distribuidoras — como forma de embasar tecnicamente as análises.
As justificativas apresentadas pelos postos serão avaliadas individualmente. Caso não haja comprovação de aumento real de custos, os estabelecimentos poderão ser penalizados com multa, conforme previsto no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Aumento só é permitido com justificativa
O órgão ressalta que reajustes de preços não são proibidos, desde que devidamente fundamentados. Em cenários como o do diesel, por exemplo, há impactos diretos de fatores internacionais e decisões governamentais que podem justificar alterações nos valores.
O que a legislação proíbe, conforme o artigo 39, inciso X, do CDC, é a elevação de preços sem justa causa — ou seja, aumentos baseados apenas em especulação, oportunismo ou alegações genéricas sem comprovação documental.
Consumo consciente
O Procon de Timbó reafirma seu compromisso com a proteção do consumidor e destaca que permanece à disposição para o recebimento de denúncias e reclamações.
Enquanto o trabalho de fiscalização segue intensificado, a orientação continua sendo clara: pesquisar antes de abastecer. Diferenças aparentemente pequenas entre os preços podem gerar economia relevante ao final do mês — e contribuir para uma cultura de consumo mais consciente e informada na comunidade.






