Terrários: pequenos jardins dentro de vidros
Timboense, apaixonada por plantas suculentas, realiza exposições de seu trabalho em diversos locai …
Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ – O que passa pela sua cabeça quando vê um pote de vidro fechado com plantas dentro? Você sabe que isso é um terrário? Sim, um terrário que é uma miniatura de um ambiente, construído dentro de um vidro fechado, com areia, pedras, terra e plantas de pequeno porte, um pequeno ecossistema, ou um mini jardim. A redação do Jornal do Médio Vale conheceu uma jovem timboense que constrói terrários e realiza exposições dos seus trabalhos. Estamos falando de Thyara Antonielle Demarchi, de 27 anos, pedagoga e mestre em Educação. Em entrevista à redação ela conta que é simplesmente apaixonada por plantas e, cultivá-las é uma terapia para ela. A jovem é natural de Indaial, residiu por muitos anos em Rio dos Cedros e, atualmente, está em Timbó.
Ela conta que tudo começou com pequenas compras de suculentas, até que descobriu que sua paixão por essa espécie de plantas já vinha de família. “Aos poucos, fui descobrindo que minha mãe sempre adorou as suculentas e os cactos, e que também a minha tia Elisiane tinha uma infinidade de tipos. Não teve jeito, me encantei! Sempre foi um passatempo prazeroso, uma terapia mesmo, por isso, fui adquirindo mais e mais tipos e, principalmente, aprendendo mais sobre elas. Fiz diversas leituras sobre os diferentes tipos de suculentas e cactos, como mantê-las mais saudáveis, se gostam ou não de sol, enfim, cuidados necessários”, conta Thyara ao comentar que sempre que podia presenteava as amigas. “E o encantamento era claro, todo mundo adorava”.
História
Segundo Thyara sua casa é cheia dessas plantas. “Como sou professora de anos iniciais e Educação Infantil, nas aulas de Ciências construía com as crianças pequenos terrários, bem simples, em garrafa pet e com plantas diversas”, explica ela ao relatar que quem inventou o terrário foi um médico inglês, chamado Nathaniel B. Ward, por volta de 1850. Ele colocou pupas de borboletas com um pouco de terra em uma caixa de vidro fechada, com o intuito de observar a metamorfose dos insetos. Ele, então, acabou percebendo o desenvolvimento de sementes e pequenas germinações, que sobreviveram naquele espaço. “Quando penso no terrário, imagino um ecossistema, em micro-escala, é claro. O terrário também é conhecido como uma pequena estufa, porque ali dentro dele é possível recriar condições de um ambiente tropical, ou seja, que tem umidade e temperaturas altas. No terrário fechado é possível observar o ciclo da água, por exemplo. A água da rega e da transpiração das plantas evapora, fica na tampa do pote e cria uma atmosfera e, quando atinge uma temperatura máxima dentro do pote, chove no terrário. E assim se reinicia o ciclo da água”, explica a professora.
Thyara ressalta que muita gente se assusta quando vê as plantinhas ‘presas’ dentro de um pote de vidro totalmente fechado, e sempre lhe perguntam: ‘tá, mas ela não vai morrer ali dentro?’ “Ali no pote, como falei antes, existe um pequeno ecossistema. As plantas têm tudo o que elas precisam para se desenvolver e, principalmente, sobreviver. O que é preciso é observar diariamente a aparência delas, deixá-las em um local da casa com boa luminosidade, pouca rega, limpeza das folhas que ressecam (o que é normal das suculentas) e paciência. É preciso dar um tempo para que as plantas se habituem àquele lugar. Por exemplo, quando o caule escurece, é sinal de muita umidade, então é importante abrir o pote, colocá-lo onde tem mais luminosidade e deixar que essa umidade saia. Se elas estiverem com as folhas murchas, é preciso regar. E assim vai, com o tempo a pessoa aprende a observar mais e a cuidar dessa vida dentro do pote”, relata a professora.
Exposição
Questionada sobre aonde podem ser encontrados os seus terrários, Thyara destaca que está com uma exposição de terrários abertos com suculentas e cactos no Timbó Park Hotel. “Já na loja Happy, do Beto Barreto, a Exposição é de vasos de cerâmica de diversos tipos com espécies diferentes de suculentas e também terrários fechados com a mesma planta”, conta ela.
A professora adianta ainda que desde o dia 26 de abril, também está expondo no 572 Café & Cocktail Bar. “Ali eu coloquei uma coleção nova da Sucjar, chamada México.
A ideia da coleção México foi exclusivamente direcionada para cactos. Essa coleção é meu ‘xodó’ do momento por ter sido pensada no ambiente do bar e, principalmente, porque foi construída detalhe por detalhe com meus amigos ‘miçangueiros’ Clara, Jean, Tay e Adriele. Nós nos reunimos para trocar ‘miçangas’ mesmo, ideias. E foi genial! Cada vaso de cactos foi batizado carinhosamente com nomes de artistas e personagens mexicanos, e as pinturas com características da cultura mexicana”, relata Thyara ao afirmar que em todas essas exposições é possível comprar o vaso que a pessoa gostar. “Interessados também falar comigo via facebook: Sucjar Terrários e encomendar. Também faço alguns modelos de lembrancinhas com plantas para eventos, como casamentos, batizados, aniversários, entre outros. É só entrar em contato que passo orçamentos e detalhes maiores”.
Sobre projeto futuros, Thyara adianta que no momento esta explorando bastante a sua criatividade com o intuito de trazer para região diferentes modelos de terrários e tipos de plantas. “Tenho alguns projetos de coleções futuras, com um toque moderno, resgatando objetos antigos e também reaproveitando materiais”.
Cuidados com o terrário
Questionada sobre o que é preciso para ter um terrário em casa e quais os cuidados que se precisa ter, Thyara explica que essas plantas (suculentas e cactos) são super fáceis de cuidar, não exigem rega todos os dias e, isso facilita muito a vida corrida das pessoas. “O importante é deixar o vaso em algum lugar da casa com boa luminosidade, mas nada de colocar no sol quente do meio dia, por exemplo. Isso resseca a planta e pode matar.
Outro erro, que eu particularmente cometia muito antes de estudar e conhecer as características dessas plantas, era regar demais ou deixar na chuva em abundância. A raiz da planta apodrece. São dicas básicas que eu sempre falo para as pessoas que compram algum terrário ou vaso. E sempre incentivo o cliente a pesquisar, estudar sobre as suculentas e observá-las para que elas tenham uma vida feliz e saudável”, adianta ela.




