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Timbó avalia participação no simulado estadual da Defesa Civil

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Preparar-se para o inesperado é um dos grandes desafios da gestão pública. Em Santa Catarina, essa preparação ganhou forma no segundo Simulado Geral da Defesa Civil, uma mobilização estadual voltada ao treinamento das equipes de emergência para situações de desastre.

Durante entrevista ao programa de jornalismo da Rádio Cultura, o coordenador da Defesa Civil de Timbó, Eduardo Senem, apresentou um panorama da participação do município e destacou a forte adesão das cidades catarinenses.

Segundo ele, Santa Catarina voltou a se destacar nacionalmente pela efetividade da mobilização. “A Defesa Civil de Santa Catarina foi a que mais conseguiu participação de municípios. Apenas um município não participou do simulado, que foi Pouso Redondo”, explicou.

A proposta do treinamento é clara: prevenir e preparar. Nas palavras do coordenador, a lógica é semelhante à de um seguro. “A gente espera nunca precisar usar, mas, se precisar, tem que estar preparado. Enquanto em alguns estados as equipes lidam com situações reais, aqui conseguimos treinar para estar prontos caso algo semelhante aconteça”, afirmou.

Simulação de deslizamento mobilizou equipes

 

Em Timbó, o exercício simulou um deslizamento de terra com múltiplas vítimas, envolvendo a atuação integrada de diferentes órgãos de segurança e emergência.

Participaram da ação equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Exército, além de empresas parceiras como Vital e Salva Médica, que contribuíram com apoio operacional.

O cenário previa 12 vítimas, algumas posicionadas sob terra e entulhos, exigindo escavação e retirada de materiais para o resgate. Segundo Senem, o objetivo foi aproximar ao máximo o exercício de uma situação real.

“Colocamos algumas vítimas realmente debaixo da terra, com pedras e entulhos por cima. Foi necessário o trabalho manual das equipes para fazer a retirada”, relatou.

O resultado foi considerado positivo. As equipes responderam com rapidez e conseguiram cumprir a missão dentro do tempo planejado. Após o resgate, as vítimas simuladas foram encaminhadas para atendimento no Hospital e Maternidade Oase e na UPA. “Tudo ocorreu de forma organizada. As equipes atuaram prontamente e o atendimento nas unidades de saúde também foi rápido”, avaliou.

Embora o simulado aconteça em poucas horas, o planejamento começou ainda em outubro do ano passado, quando foi divulgado o calendário da Defesa Civil Estadual.

“A partir daí começamos a mapear o local, definir o cenário e calcular os tempos de resposta. Existe todo um planejamento técnico por trás”, explicou o coordenador.

Cultura de prevenção

 

Senem também destacou o investimento contínuo em prevenção no município. Segundo ele, a Defesa Civil de Timbó vem ampliando equipamentos, estrutura e ações preventivas. “O prefeito Flávio Buzzi reforça muito essa questão da prevenção. Hoje podemos dizer que Timbó está cada vez mais equipada e preparada”, afirmou.

Entre as ações permanentes estão vistorias em áreas de risco, monitoramento de encostas e limpeza de ribeirões, como a que ocorre atualmente no Ribeirão Pomeranos, para melhorar o escoamento da água em períodos de chuva intensa.

Outro destaque é o programa de agentes voluntários da Defesa Civil, criado recentemente no município. Inspirado em experiências de cidades como Gaspar e Brusque, o curso capacita moradores para auxiliar em situações de emergência.

A formação dura cerca de três meses, com aulas duas vezes por semana. Os participantes recebem orientações sobre gestão de abrigos, evacuação de áreas de risco e apoio logístico em situações de desastre.

“É muito gratificante poder ajudar o próximo. Essas pessoas são treinadas para atuar junto com a Defesa Civil e com o Corpo de Bombeiros quando necessário”, explicou Senem.

As inscrições para a segunda turma estão abertas e podem ser feitas na sede da Defesa Civil ou pelos canais digitais da Prefeitura de Timbó.

Mais do que reagir a emergências, a missão do órgão é fortalecer uma cultura de cuidado coletivo. “Treinar é essencial. Quando o desastre acontece, precisamos agir rápido e com organização. E isso só é possível com preparo”, concluiu o coordenador.

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