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Homem é condenado a 21 anos por envenenar a esposa

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Homem é condenado a 21 anos por envenenar a esposa
Maurício Dickmann foi condenado por homícidio triplamente qualificado …

JMV

Foto: FOTO/ JAIR CHIAMULERA

 POMERODE – O pomerodense, Maurício Dickmann, foi condenado a 21 anos de prisão pela morte da esposa, Simone Dickmann. A decisão da sentença final foi proferida próximo às 21 horas de ontem, dia 31 de julho, cerca de 11 horas após o início do julgamento. O júri entendeu que o réu cometeu homicídio triplamente qualificado. 

Em entrevista aos jornais Diário Catarinense e o Santa, o promotor Odair Tramontini disse que já esperava a punição de Dickmann e afirmou que as provas eram suficientes para condená-lo. “Tínhamos provas fortes de que ele praticou o crime com requintes de crueldade, sendo frio e calculista”.
Já o advogado de defesa do réu, Jaison da Silva, confirmou que deve recorrer da sentença ainda hoje, sexta-feira. Ele alega que as provas não eram suficientes para condenar seu cliente e cogita pedir até a anulação do julgamento.
O réu entrou na sala do júri por volta das 9h de ontem e foi levado à frente da juíza Camila Murara Nicoletti, quando foi liberado das algemas. A primeira testemunha a depor foi o médico José Antônio Aguilar, responsável por tratar a massoterapeuta Simone Dickmann, 35 anos, em seus últimos dias de vida. Ele foi questionado e descreveu aos presentes o estado clínico da vítima dias antes de sua morte.
A sessão teve um intervalo às 12h30min, horário destinado ao almoço de todos os participantes. Nesse momento, o réu foi levado sob a custódia da Polícia Militar (PM), que permaneceu todo o tempo no júri. 
 
Entenda o caso
Em setembro de 2010, Maurício Dickmann faz um seguro de vida para a esposa, Simone, no valor de R$ 500 mil. Ela morre por complicações de uma convulsão em 21 de novembro, no hospital, enquanto se preparava para receber alta.
Desconfiando do caso se tratar de um golpe, no início de 2011, a seguradora denuncia Dickmann à polícia. Ele tentou retirar o valor da apólice em menos de uma semana após a morte de Simone. O histórico de Dickmann também chamou a atenção: ele já havia conseguido, ao todo, R$ 500 mil em outros casos de saque de apólices. Sendo que em fevereiro o corpo é exumado para averiguar a causa da morte, mas o resultado é inconclusivo.  
As investigações apontam que Dickmann teria envenenado Simone e a prisão preventiva é requerida em março. Ainda em março é feita uma nova exumação. O primeiro resultado foi inconclusivo, mas durante o processo, o Estado adquiriu novos equipamentos que atestaram a morte por envenenamento, por chumbinho.
 

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