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Casos de diarreia já atingem quase todos os municípios de Santa Catarina

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Santa Catarina vive, neste início de ano, um momento que exige atenção e cuidado redobrados com a saúde da população. O Estado já ultrapassou a marca de 40 mil casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) em 2026, conforme dados do painel do Ministério da Saúde, atualizados até o dia 4 de fevereiro.

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O levantamento aponta que Itajaí lidera o número de registros no Estado, com 4.155 casos. Em Santa Catarina, apenas cinco municípios ainda não apresentaram notificações neste ano — Urubici, São Bernardino, Pedras Grandes, Marema e Bom Jesus. Na prática, isso significa que 98,3% das cidades catarinenses já registraram ao menos um caso no período.

No cenário nacional, a Região Sul aparece como a terceira com mais ocorrências, e Santa Catarina concentra o maior número de registros entre os estados da região.

Em Timbó, profissionais da Vigilância Epidemiológica informam que os casos registrados estão dentro do padrão observado nos últimos anos para este período, por se tratar de uma doença de comportamento sazonal.

Em entrevista ao Jornal do Médio Vale, o médico epidemiologista José Amaral (CRM/SC 22091 | RQE 13074) explica que o número real de ocorrências tende a ser ainda maior, uma vez que nem todos os casos chegam a ser notificados. Segundo ele, muitos municípios apresentam volumes acima do esperado para esta época do ano. Ainda assim, o especialista ressalta que as doenças diarreicas fazem parte de um padrão sazonal, mais comum nos meses de temperaturas elevadas.

Entre os principais causadores das diarreias agudas estão vírus e bactérias, com destaque para os vírus — especialmente o norovírus e o rotavírus. A maior circulação de pessoas, típica da temporada de verão, associada às altas temperaturas, às condições ambientais, à qualidade da água, ao tratamento de esgoto e ao consumo mais frequente de alimentos fora de casa, forma um conjunto de fatores que favorece a transmissão.

O médico reforça que a principal forma de contágio ocorre pela via fecal-oral, ou seja, pela ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato com superfícies e ambientes compartilhados. Situações como esgoto a céu aberto, águas impróprias para banho, manipulação inadequada de alimentos e higiene insuficiente das mãos aumentam significativamente o risco de adoecimento.

O alerta é ainda mais importante para crianças, idosos e pessoas com outras doenças, que podem evoluir rapidamente para quadros de desidratação. A orientação é procurar atendimento médico sempre que houver aumento significativo do número de evacuações ao dia, presença de sangue nas fezes, episódios intensos de vômito ou sinais de fraqueza e desidratação.

Como forma de prevenção, as recomendações são simples e essenciais: consumir água tratada ou fervida, ter atenção redobrada com alimentos crus — especialmente frutos do mar —, evitar alimentos que permaneçam muito tempo expostos ao calor, manter a higiene correta das mãos e acompanhar os comunicados oficiais sobre locais impróprios para banho.

Mais do que números, o cenário atual reforça a importância da informação, da prevenção e da responsabilidade coletiva. Pequenos cuidados no dia a dia fazem grande diferença para proteger a própria saúde e também a de quem está ao nosso lado.

CUIDADOS E PREVENÇÃO

  • ✔Consuma apenas água tratada, filtrada ou fervida.
  • ✔Lave bem as mãos antes das refeições, após usar o banheiro e ao manipular alimentos.
  • ✔Higienize corretamente frutas, verduras e legumes.
  • ✔Evite consumir alimentos crus ou malcozidos, especialmente frutos do mar.
  • ✔Não consuma alimentos que ficaram muito tempo fora da refrigeração ou expostos ao calor.
  • ✔Dê preferência a locais que apresentem boas condições de higiene na preparação dos alimentos.
  • ✔Evite banho em locais classificados como impróprios pelos órgãos ambientais.
  • ✔Em caso de diarreia, mantenha hidratação constante (água e soro de reidratação oral).

Procure atendimento de saúde se houver:

  • – muitas evacuações ao dia,
  • – vômitos persistentes,
  • – presença de sangue nas fezes,
  • – sinais de desidratação, fraqueza ou sonolência,
  • – ou se o paciente for criança, idoso ou pessoa com doença crônica.

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