Fevereiro está envolto por um tom que simboliza alerta e esperança. O Fevereiro Laranja convida a sociedade a voltar o olhar para a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea e que, apesar de silencioso em seus estágios iniciais, pode ser enfrentado com maiores chances de cura quando identificado precocemente. Mais do que uma campanha, o movimento representa um chamado à consciência coletiva sobre a importância da informação, do cuidado com a saúde e da atenção aos sinais do corpo.
No Brasil, a leucemia figura entre os cânceres mais incidentes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são registrados cerca de 11,5 mil novos casos por ano. Os números reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação e estimular o diagnóstico precoce, fator decisivo para ampliar as possibilidades de tratamento eficaz e qualidade de vida aos pacientes.
É nesse cenário que atua a oncologista Dra. Taymara Raizer (CRM: 23726 / SC. RQE: 17796; RQE: 21836), membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, que construiu sua formação durante a residência em Clínica Médica e Oncologia no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, e aprofundou sua experiência com estágio no Hospital da Luz, em Lisboa, Portugal. Atualmente, ela realiza atendimentos em Timbó, no Centro de Oncologia Timbó, acompanhando pacientes desde a prevenção até o tratamento com quimioterapia, oferecendo suporte técnico e humano ao longo de toda a jornada oncológica.
A leucemia tem origem na medula óssea, o delicado tecido responsável pela produção das células sanguíneas. Na presença da doença, ocorre a produção descontrolada de células anormais que passam a comprometer o funcionamento saudável do organismo e sua capacidade de defesa.
Segundo Dra. Taymara, reconhecer os sinais precocemente pode transformar o desfecho da doença. “Os sintomas podem ser inespecíficos no início e muitas vezes passam despercebidos. Entre os sinais mais comuns estão fadiga persistente, febre sem causa aparente, infecções frequentes, sangramentos espontâneos, manchas roxas na pele, dor óssea e aumento dos gânglios”, explica.
A especialista destaca que a leucemia pode apresentar diferentes formas de evolução. “As leucemias agudas têm progressão rápida e exigem diagnóstico e tratamento imediatos. Já as formas crônicas evoluem de maneira mais lenta, mas ainda assim necessitam acompanhamento médico especializado”, esclarece.
O diagnóstico costuma começar com exames acessíveis, como o hemograma, capaz de indicar alterações nas células sanguíneas. A confirmação ocorre por meio de exames específicos da medula óssea e testes moleculares, que permitem identificar com precisão o subtipo da doença e orientar a melhor estratégia terapêutica.
Os avanços da medicina têm ampliado significativamente as perspectivas de tratamento. “A quimioterapia ainda é uma base importante, mas hoje contamos também com terapias-alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea, que aumentaram as chances de controle e cura”, ressalta a oncologista.
Embora não exista uma forma totalmente segura de prevenção, hábitos saudáveis e o acompanhamento médico regular contribuem para o cuidado com a saúde. Evitar o tabagismo, reduzir a exposição a substâncias tóxicas e manter os exames em dia são medidas importantes.
Para Dra. Taymara, o Fevereiro Laranja é, acima de tudo, um convite à atenção e ao cuidado. “O diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais importantes para melhorar o prognóstico. Quanto antes identificamos a doença, maiores são as chances de tratamento eficaz e de qualidade de vida”, afirma.
Assim, o Fevereiro Laranja não é apenas um símbolo no calendário, mas um lembrete de que a informação salva vidas. Em Timbó, entre ciência e acolhimento, o cuidado segue florescendo como um gesto de esperança — silencioso, constante e essencial.






