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Casa de acolhimento é interditada após denúncias de negligência e risco a crianças

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Justiça determina fechamento imediato da instituição e transferência urgente de 12 menores

Ministério Público de Santa Catarina obteve decisão liminar que determina a interdição imediata de uma casa de acolhimento privada para crianças e adolescentes no município de Bombinhas. A medida também suspende totalmente as atividades da instituição.

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A decisão judicial estabelece que as 12 crianças e adolescentes acolhidos no local devem ser transferidos, em até cinco dias, para unidades adequadas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil.

A liminar foi concedida na última sexta-feira (13), após ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça, que atua na área da Infância e Juventude. A instituição foi notificada no sábado (14).

Irregularidades apontadas

De acordo com o MPSC, inspeções, relatórios técnicos e documentos administrativos apontaram uma série de problemas graves, como:

  • Ausência de equipe técnica mínima;
  • Precariedade estrutural;
  • Falhas de acessibilidade;
  • Ambientes improvisados;
  • Omissão e negligência no cuidado com os acolhidos.

As irregularidades estariam em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também com normas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Assistência Social e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que definem parâmetros mínimos de estrutura, equipe e funcionamento para serviços de acolhimento institucional.

Situação considerada de risco

A Promotoria identificou episódios considerados de extrema gravidade, incluindo tentativas de autolesão, períodos sem supervisão qualificada, registros de violência psicológica e falhas reiteradas na vigilância dos acolhidos.

Relatórios recentes da rede de proteção também apontaram a presença de bebês em ambientes inadequados, dormitórios improvisados, ausência de profissionais capacitados e acolhimento acima da capacidade segura da instituição.

Diante do conjunto de violações, o Ministério Público ingressou com a ação para garantir a proteção imediata das crianças e adolescentes, que agora deverão ser realocados para locais considerados adequados e dentro das normas legais.

Fonte: Testo Notícias

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