Entre números que revelam dores silenciosas e iniciativas que buscam transformar realidades, o enfrentamento à violência contra a mulher segue mobilizando instituições em todo o país. Em Brasília, o Ministério Público de Santa Catarina deu mais um passo importante nessa caminhada ao entregar o relatório do Mapa do Feminicídio à Ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes. As informações são da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC.
Representando a instituição, a Promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon participou, no dia 14 de maio, da reunião da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ocasião em que realizou a entrega oficial do documento.
Além de atuar como Promotora de Justiça, Chimelly Marcon também coordena o Núcleo de Enfrentamento à Violência e Apoio às Vítimas do MPSC, estrutura voltada ao acolhimento, proteção e fortalecimento de políticas públicas relacionadas às vítimas de violência.
Durante o encontro, foram debatidas estratégias de prevenção ao feminicídio e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres. O relatório entregue apresenta a contextualização do projeto e reúne informações técnicas sobre o fenômeno em Santa Catarina.
Segundo a promotora, o momento representou uma oportunidade de compartilhar uma prática desenvolvida pelo MPSC para fortalecer ações preventivas e ampliar a compreensão sobre a violência de gênero.
“A iniciativa oferece um diagnóstico técnico do fenômeno e contribui para a formulação de políticas públicas mais efetivas, podendo, inclusive, inspirar ações semelhantes em outros estados”, destacou Chimelly Louise de Resenes Marcon.
Diagnóstico que fortalece políticas públicas
Mais do que um levantamento estatístico, o Mapa do Feminicídio busca transformar dados em ferramentas de prevenção, permitindo que instituições públicas atuem de forma mais estratégica no enfrentamento à violência.
A iniciativa reforça o papel do Ministério Público de Santa Catarina na construção de políticas voltadas à proteção das mulheres e amplia o diálogo entre órgãos públicos em nível nacional.
Ao levar o relatório à esfera federal, o MPSC também fortalece a integração entre instituições e contribui para que o debate sobre violência de gênero seja tratado com cada vez mais profundidade, responsabilidade e atenção social.
Enfrentamento que exige união e compromisso
Por trás de cada dado existem histórias interrompidas, famílias marcadas pela violência e a urgência de ações capazes de proteger vidas.
Em um cenário que ainda desafia instituições e a sociedade, iniciativas como o Mapa do Feminicídio reforçam a importância da prevenção, do acolhimento às vítimas e da construção de políticas públicas comprometidas com a segurança e a dignidade das mulheres brasileiras.




