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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Analistas mantêm projeção de inflação este ano em 4,4%

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Analistas mantêm projeção de inflação este ano em 4,4%
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40% neste ano, preveem analistas do …

Cleiton Baumann

BRASÍLIA (Agência Brasil) – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40% neste ano, preveem analistas do mercado financeiro. Essa é a mesma estimativa que constava na semana passada do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em consulta sobre os principais indicadores da economia. Para 2010, a projeção para o IPCA foi ajustada de 4,30% para 4,32%.
A previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2009 caiu de 1,53% para 1,45%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa foi ajustada de 1,31% para 1,20%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) deve ficar em 4,25% e não mais em 4,22%. Para 2010, as projeções para os três índices foram mantidas em 4,5%.
A expectativa para os preços administrados foi mantida em 4,30% para este ano e em 3,90% para 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

Projeção para queda da economia tem ligeira melhora
A queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano deve ser de 0,50% e não mais de 0,57%. A projeção é dos analistas do mercado consultados semanalmente pelo Banco Central. Para a produção industrial, a expectativa é de retração de 5,04% e não mais de 4,75% como constava do boletim anterior.
Em 2010, a análise das instituições é de que o desempenho econômico será melhor, com crescimento do PIB de 3,5%, a mesma projeção há 17 semanas. No caso da produção industrial, a estimativa de crescimento caiu 4,18% para 4,05%. A relação entre dívida líquida do setor público e PIB deve chegar a 39,95% neste ano, conta 39,80% previstos anteriormente. Para 2010, a previsão permaneceu em 38,40%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor de que o país é capaz de honrar seus compromissos.
O dólar deve chegar ao final de 2009 e 2010 valendo R$ 2. A estimativa para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 20,8 bilhões para US$ 21,5 bilhões. Para 2010, a expectativa foi ajustada de US$ 17 bilhões para US$18 bilhões.
Para o déficit em transações correntes (registro das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi ajustada de US$ 16,5 bilhões para US$ 16,2 bilhões neste ano e mantida de US$ 22 bilhões em 2010. Os analistas aumentaram a estimativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do Brasil) neste ano de US$ 24 bilhões para 25 bilhões. Para 2010, a projeção de entrada desses recursos subiu de US$ 25 bilhões para US$ 25,5 bilhões. Para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida a previsão de 8,75% ao final deste ano e de 9,25% ao fim de 2010.
 

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