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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Cesta básica sobe menos em novembro e registra deflação

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Cesta básica sobe menos em novembro e registra deflação
Apesar de terem sido verificadas altas em 11 das 17 capitais incluídas no levantamento mensal …

Thomas Erbacher

SÃO PAULO (Agência Brasil) – O preço da cesta básica subiu menos em novembro do que em outubro, de acordo com pesquisa divulgada, esta semana, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar de terem sido verificadas altas em 11 das 17 capitais incluídas no levantamento mensal. Também em 11 cidades o índice de variação de preços registrado de outubro para novembro é menor do que o de setembro para outubro.

Em Fortaleza (CE), por exemplo, a cesta básica subiu 2,23% em novembro, segundo a última pesquisa. Já no estudo anterior, a alta foi de 8,07%, uma queda de 72% no índice de variação. Em outras capitais o valor da cesta, que havia subido em outubro, registrou deflação em novembro. Em Natal (RN), o índice passou de 7,99% para -0,09%. Já em Manaus, de 5,79% para -0,20%.?A chuva foi boa neste ano?, disse o coordenador da pesquisa do Dieese, José Maurício Soares, justificando a queda no ritmo dos aumentos. ?Foi possível plantar na hora certa, colher na hora certa e aumentar a área plantada. O empecilho foi o petróleo?, disse. Segundo Soares, não fossem os constantes aumentos no preço do petróleo registrados no primeiro semestre do ano, o valor da cesta básica poderia ser ainda menor.

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O coordenador de pesquisa do Dieese afirmou também que, atualmente, o que mais atrapalha é a alta do dólar. Como alguns produtos têm seu preço determinado no mercado externo, a desvalorização do real acarreta na alta dos preços no Brasil. É o caso da carne, que subiu em 14 das 17 capitais, segundo a última pesquisa. De acordo com Soares, a carne, junto com arroz, tomate, pão e óleo de soja, são os cinco produtos com a maior alta acumulada no ano. Destes, três (carne, pão e óleo de soja) tem seu preço fortemente atrelado ao valor do dólar que subiu mais de 35% desde agosto.

Para o Natal, contudo, Soares espera uma alta ainda menor. ?Acho que vamos encontrar mais deflações do que neste mês?, afirmou, citando as seis capitais com índice de variação de preços negativo na pesquisa de novembro. Ainda de acordo com o levantamento, Vitória (ES) foi a capital com a maior alta na cesta básica: 5,90%. João Pessoa (PA) foi a que apresentou o menor índice: -1,40%.

No acumulado do ano, a capital com a maior alta é Curitiba (PR), com 21,78% de alta. Belém é a capital com a menor: 4,46%. Porto Alegre (RS) é a capital com a cesta mais cara entre as 17 incluídas no estudo: R$ 239,00. Segundo o Dieese, levando em consideração o valor da cesta e a determinação constitucional de que o salário mínimo deve suprir as despesas com alimentação do trabalhador e sua família, o salário mínimo na cidade deveria ser de R$ 2.007,84, ou seja, 4,83 vezes o valor atual (R$ 415,00).

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