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sábado, 13 de julho de 2024

Governo Federal adota medidas econômicas para enfrentar crise

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ECONOMIA
Governo Federal adota medidas econômicas para enfrentar crise
Presidente Bolsonaro e Ministros anunciam o maior pacote de recursos da história, representando 16, …

EVANDRO LOES/JMV

O Ministério da Economia, Banco Central e BNDES anunciaram, durante o final de semana, medidas para combater a crise econômica decorrente da pandemia de coronavírus, que atinge o mundo todo. Somente o Banco Central adotou medidas que aumentarão a liquidez no sistema financeiro em mais de R$ 1,2 trilhões, que serão concedidos em forma de empréstimos a bancos, liberação de compulsórios e garantias de empréstimos ao setor privado, em troca dos créditos. No total, os recursos representam 16,5% do PIB – Produto Interno Bruto.

Na mesma linha, o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Social, anunciou a disposição de linhas de crédito de até R$ 55 bilhões, que serão destinados a empresas, estados e municípios, com o alongamento de prazos e limites nas contratações. O Ministério da Economia adiou o pagamento de impostos, como simples, fundo de garantia e outros, pelo prazo de noventa dias. O governo também enviou ao Congresso proposta para ampliar os gastos públicos, permitindo um gasto de até R$ 224 bilhões acima do orçamento anual.

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Ontem, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com governadores, via teleconferência, com governadores do Norte e Nordeste, onde anunciou desembolsos de até R$ 85 bilhões, em todo o país, que serão investidos em saúde, perdão de dívidas, manutenção e obras de infraestrutura. Nesta terça-feira, 24, será a vez do Presidente conversar com governadores do Sudeste, Centro Oeste e Sul. 

O Banco Central cortou os juros Selic, na semana passada, para 3,75% ao ano, renovando a menor taxa da história. Novos cortes podem ocorrer nas próximas reuniões, pois a previsão é que o país tenha crescimento zero ou até passe por uma recessão. Economistas falam de PIB zero ou até contração de 4%, o que supera a queda de 2015, ano que antecedeu a queda da petista Dilma Rousseff. O presidente Jair Bolsonaro disse que todas as medidas possíveis serão tomadas para contornar a crise, provocada pela pandemia, que paralisou empresas em quase todo o país.

Na segunda-feira, o governo publicou no Diário Oficial da União uma Medida Provisória que mexe nas leis trabalhistas, permitindo que patrões e empregados negociem a suspensão temporária, por até quatro meses, do contrato de trabalho. Inicialmente, a MP permitia a suspensão dos salários no período, mas após as repercussões negativas, Bolsonaro voltou atrás neste artigo, mantendo a remuneração, que poderá ser garantida pelo governo. O governo também vai conceder uma ajuda de custo financeira, de até R$ 200 reais por mês, por quatro meses, para autônomos que perderam seu trabalho por causa da quarentena.

Novas medidas serão anunciadas nos próximos dias, segundo o Ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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