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Do suor e dedicação nos treinamentos aos pódios mundiais !

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Do suor e dedicação nos treinamentos aos pódios mundiais !
Como informado com exclusividade na edição do JMV de terça-feira, dia 23, o atleta timboense, Sid …

BY PILO

Foto: Divulgação

TIMBÓ – Como informado com exclusividade na edição do JMV de terça-feira, dia 23, o atleta timboense, Sidney Vieira, 41 anos, mais conhecido por Sidi (foto), conquistou no dia 19 deste mês de janeiro o título de campeão Europeu de Jiu-Jitsu, em Lisboa, Portugal. Em sua carreira meteórica, Sidi coleciona títulos, mas também um caminho de muitas batalhas em busca de seus objetivos.

Sidi é natural de Timbó-SC, mas foi criado na cidade vizinha de Benedito Novo, onde teve seus primeiros contatos pela televisão e intermédio de amigos com as artes marciais.

Ainda muito jovem veio para Timbó e começou a praticar o Kung Fu e posteriormente o Judô, arte que pratica até hoje junto com o Jiu-Jitsu.

Seu início no Jiu-Jitsu começou mais tarde, por volto dos 33 anos. Inicialmente Sidi participou de copas amadoras de Jiu-Jitsu em diversas cidades do Estado de Santa Catarina, onde conquistou cerca de 30 títulos.

Conforme ele foi evoluindo, começou a lutar profissionalmente pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ). Sua performance chamou a atenção, seja pelo foco nos campeonatos ou pela exaustiva maratona de treinos, que como dizem os amigos mais próximos, sempre foram muito pesados para sua categoria.

Em junho de 2015 o atleta timboense conquistou o primeiro grande título de sua carreira, o Mundial de Jiu-Jtsu, disputado em São Paulo. Foram três lutas até a final. “Quando eu fui para a final, contra um peruano, ele me perguntou a poucos minutos de nos enfrentarmos no tatame se eu falava espanhol, tentando me intimidar, e eu respondi que não, que eu só lutava Jiu-Jitsu”.

Mas tudo na vida de Sidney Vieira foi conquistado com muita luta e suor. Segundo o atleta, hoje ele se desdobra para conciliar sua vida familiar, com a sua pequena lanchonete localizada na sede da Associação de Moradores do Bairro das Nações, em Timbó, seus treinos, os campeonatos e se não bastasse a luta para conseguir patrocínio.

Sidney disse que há muitas coisas envolvidas para manter a concentração numa competição de alto nível. “Por várias vezes, durante um treino, não consigo executar os comandos que me passam (levanta a perna esquerda, levanta a perna!), momento em que eu penso em desistir; paro e choro”, desabafa.

No Mundial Master, no ano passado, que aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, quando o país norte-americano havia endurecido o visto para entrar no país, Sidi tinha se preparado muito para conquistar o título, mas acabou ficando no Brasil por falta de apoio. “Me frustrei muito. Passei longos meses me preparando de forma intensa para aquele campeonato”, lamenta o atleta.

Já no ano passado, quando Sidi intensificou os treinos para o Campeonato Europeu de Jiu-Jisu, em Portugal, uma dúvida acompanhou o atleta durante toda preparação: se ele conseguiria a passagem para Portugal, pois as inscrições se encerravam no dia 31 de dezembro e não havia patrocínio.

Ele conta que foi organizada uma rifa, uma ação entre amigos, um almoço e por muitas vezes ele saiu pedindo ajuda, mas pouco, ou quase nada foi arrecado.

“Chegaram a dizer que eu ia passear, fazer turismo. Mas você sabe, um atleta de alto rendimento sai focado, chega no aeroporto e vai fazer os últimos preparos; luta no local estabelecido e em seguida já pega o voo de volta.

Não há espaço para turismo. Vou focado na competição como qualquer atleta profissional”, disse.

Em dezembro, perto de encerrar as inscrições para a competição na Europa, Sidi pensou em desistir mais uma vez, vendo a grande chance de se tornar campeão europeu ir pelo ralo.

Porém, no dia 28 de dezembro, três dias antes de encerrar as inscrições, os dirigentes do Nações Esporte Club (NEC) abraçaram a causa e compraram a passagem aérea do atleta.

Sidi se motivou e treinou muito forte nos primeiros 15 dias de janeiro.

A parte técnica ele aprimora na academia Marcos Cunha, da equipe Team Marcos Cunha, de Blumenau e a preparação física na Academia T2, com Daniel Spezzia, em Timbó. “Meu treinador disse que eu estava muito bem, que o treino que eu estava fazendo ninguém na minha categoria conseguiria acompanhar.

E embarquei muito confiante em mim. Sempre treinei para lutar, sempre treinei para competir”, finalizou o campeão. (*Colaboração de Sócrates Prado)

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