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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Alerta para a febre amarela

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Alerta para a febre amarela
Dos seis casos registrados em Santa Catarina neste ano, três ocorreram em Pomerode …

Amanda Bittencourt/JMV

Vacina é a única forma de prevenção
Foto: Salmo Duarte
Vacina é a única forma de prevenção

POMERODE – Dois novos casos de febre amarela em humanos foram registrados no Médio Vale na última semana. Segundo informações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, em seu último boletim divulgado no sábado, dia 28 de fevereiro, as confirmações se deram em dois homens, residentes nas cidades de Indaial e Pomerode.

O morador de Pomerode, de 47 anos, está internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis. Já o segundo paciente, de 50 anos, reside na cidade de Indaial, mas trabalha em Pomerode, no bairro Ribeirão Souto e segue hospitalizado no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville.

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Com mais dois casos confirmados, Pomerode contabiliza três ocorrências de febre amarela neste ano. Conforme explica a Vigilância Epidemiológica do município, o primeiro paciente diagnosticado com a doença encontra-se internado em estado grave na UTI desde o dia 18 de fevereiro.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Santa Catarina já contabiliza seis casos confirmados de febre amarela em humanos neste ano, sendo os outros três confirmados em São Bento do Sul, Blumenau e Jaraguá do Sul. Todos são homens e nenhum possui registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).


Vacinação

A responsável da Vigilância Epidemiológica de Indaial, a enfermeira Sabrina de Vargas Souza, destaca que a comunidade precisa ficar alerta quanto aos sintomas e realizar a vacinação o quanto antes. “Estamos à disposição para qualquer dúvida ou orientação. Quem ainda não realizou a vacinação deve fazê-la para a prevenção. Nossas equipes estão monitorando os bairros e buscando ampliar a campanha”, completa.

A vacina contra a doença é disponibilizada nas unidades de Saúde de forma gratuita e é a única forma de prevenção. Usuários com idades de nove meses a 59 anos podem se imunizar, exceto mulheres grávidas. Quanto às pessoas com mais de 60 e portadores de doença autoimunes, estas devem ter autorização médica, conforme informa a Secretaria de Saúde de Indaial.

Além disso, a nova regra é de que as crianças, além de receberem uma dose aos nove meses, terão reforço da vacina aos quatro anos. O Ministério também recomenda aos usuários que tenham recebido vacina com menos de cinco anos de idade a necessidade de reforço.


Febre amarela

De acordo com o Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti. Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus.

O tratamento da febre amarela é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Transmissão 

Fonte: Dive 











Fonte: Dive


Morte de primatas

Foram encontrados cadáveres de bugios na cidade de Pomerode e existe a suspeita de que tenham sido mortos por tiros de chumbinho. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, para o Jornal de Pomerode, outros dois animais foram achados com suspeita de morte por ferimentos advindos de tiros, o que acende um alerta já que essa prática é crime ambiental.

Existe suspeita de que estas ocorrências aconteceram em virtude dos casos registrados de febre amarela no município. Mas cabe lembrar que os primatas não transmitem a doença para humanos. Eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus (transmitido por mosquitos) está circulando, por isso atentam os órgãos de Saúde do perigo à população.

Em Indaial, a preservação e o monitoramento dos primatas é realizado de forma integrada pela Vigilância Epidemiológica e pelo Projeto Bugio. Caso um macaco morto ou doente seja encontrado, a recomendação é avisar a Vigilância Epidemiológica através do telefone (47) 3317-2112 ou entrar em contato com o Projeto Bugio no (47) 3333-3878.


Foto: Divulgação

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