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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Benedito Novo viveu sua maior cheia em 100 anos

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Benedito Novo viveu sua maior cheia em 100 anos
Com a marca de 7,21 metros, alcançada a meia noite do dia 8 de setembro, a cidade viveu sua maior e …

EVANDRO LOES/JMV

Foto: Silvana Stolf/JMV

BENEDITO NOVO – Com a marca de 7,21 metros, alcançada a meia noite do dia 8 de setembro, a cidade viveu sua maior enchente em pelo menos 100 anos. Os últimos registros de uma cheia nesse nível foi vivenciado pelos filhos dos primeiros moradores da cidade, que garantem que a maior cheia da cidade havia sido em 1911 e não em 1992. A enchente de 2011 teve pelo menos 57 cm a mais que a registrada em 1992, não menos catastrófica, comenta o vice-prefeito Harry Dallabrida.
O prédio da prefeitura serve de referência para as autoridades, pois a régua de medição do rio Benedito acabou sendo levada pelas águas. “Temos a medição máxima nesse patamar de 7,21 metros, porque a medição coincidiu com o horário do nível máximo registrado dentro do prédio da prefeitura, onde entrou 77 cm de água, 57 cm a mais que em 1992. Muitos moradores de diversos bairros perderam tudo com a subida inesperada do rio Benedito. Todos sabíamos que a água iria subir, mas ninguém previa que seria nesse nível”, ressalta o vice-prefeito e presidente da Defesa Civil.
No centro de Benedito Novo, o quadro era de destruição no sábado pela manhã. Comerciantes, moradores e poder público faziam uma operação de guerra para recuperar o que era possível. A residência de Jânio Longo, no centro da cidade, foi atingida até o telhado. Ele mora no local há vários anos e também enfrentou a cheia de 1992. “Naquela enchente o nível chegou até a janela e agora até o telhado”, disse. Outro morador que se mostrou surpreso foi Irineu Stollmeier – gerente na Regional de Timbó. “Nunca tivemos uma enchente tão alta. Casas que não foram atingidas em 1992, foram agora. Minha casa é um exemplo”, exemplificou.
A família de Jânio Longo teve a solidariedade de amigos de Timbó. O casal Robbi e Silvana Roepke se deslocaram a Benedito Novo, no sábado e ajudaram na operação de limpeza da residência. Muito emocionada, a dona de casa Dorli Longo, esposa de Jânio, disse que contar com a ajuda de amigos é um refresco em meio a tanta desolação. Também com lágrimas nos olhos, a funcionária pública Silvana Roepke disse que “ajudar nessas horas é algo que faz bem ao coração. Fiquei muito emocionada ao ver o sofrimento das famílias”, ressaltou.
O comerciante Max Schütze, proprietário da Pizzaria Max Mix, disse que colocou os frízeres de sua pizzaria na rua e teve que afastá-los diversas vezes porque a água não parava de subir. Ele perdeu alimentos, que estragaram devido à falta de energia. “Tive prejuízo material, mas o que importa é que estamos vivos e temos saúde para trabalhar”, disse. “O que temos que fazer agora é levantar a cabeça, limpar tudo e recomeçar a vida. Essas adversidades não devem nos desanimar. Deus sabe o que faz”, ensinou Max, que pretende abrir sua pizzaria durante essa semana.
Durante todo o final de semana, equipes da Prefeitura, comandadas pelo prefeito Laurino Dalke e o vice-prefeito Harry Dallabrida percorriam a cidade atendendo situações de emergência e fazendo um levantamento completo da situação. Dalke já anunciou que a Festa das Tradições, que estava prevista para ocorrer em novembro, será adiada para data ainda a ser confirmada. “Nossa prioridade, no momento, é recuperar os estragos e ajudar as famílias mais necessitadas”, disse o prefeito. “Quando houver condições, a festa será realizada”, concluiu.

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