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sábado, 13 de abril de 2024

Comercialização de peixes na Sexta-Feira Santa

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Comercialização de peixes na Sexta-Feira Santa
Coomapeixe projeta vendas de pescado como uma saída para amenizar a crise no setor …

Amanda Bittencourt/ JMV

Foto: Divulgação Coomapeixe

TIMBÓ – A Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão é uma data sagrada aos católicos, que relembram a crucificação de Jesus Cristo. Neste dia, os cristãos fazem uma reflexão a respeito do julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultamento do filho de Deus. Essa é uma ocasião em que a maioria das pessoas faz o jejum de carne vermelha e opta pelo consumo de peixe.

As vendas de pescado neste período tendem a ser elevadas e os mercados e produtores contabilizam uma demanda alta. Neste ano, a Semana Santa e a Páscoa estão sendo um pouco diferentes do habitual, isso porque as tradicionais reuniões de família não podem acontecem, em razão da pandemia do Coronavírus.

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A pandemia tem afetado também o setor de piscicultura. Para falar sobre o andamento das vendas neste período, a redação entrou em contado com o tesoureiro e diretor administrativo da Cooperativa Mista Agrícola de Piscicultores de Timbó (Coomapeixe), Roger Krambeck.

Krambeck destaca que neste ano, não há uma expectativa que exceda a dos anos anteriores, mas espera uma boa venda principalmente nos supermercados. “Os pedidos entregues até agora estão dentro da expectativa do que foi no ano passado. Esperamos de fato uma boa venda nos supermercados onde a Coomapeixe atende, e esperamos que eles comercializem bem o nosso produto, por ser a Semana Santa e por ser também semana de pagamento”.

Ele ainda disse que o “boom” de vendas sempre acontece na quinta e sexta-feira, e neste ano esses dois dias trazer um pouco de esperança para o produtor poder de alguma forma recuperar prejuízos em razão da baixa do setor. “Historicamente, depois da Semana Santa, temos uma queda drástica no consumo de pescado e o que vinha sempre garantindo um faturamento era o mercado institucional”.

O diretor explica que além da venda nos mercados, a Cooperativa está fazendo a venda direcionada à comunidade e mais de mil quilos de tilápia foram separados para a ocasião. “Nesta sexta-feira, também estaremos comercializando peixes das 9 às 12h. Oferecemos ao consumidor cortes de tilápia frescos e tilápia inteira com porte de até 2 kg para o consumidor poder estar fazendo sua Semana Santa”.

Além de tilápia, a Coomapeixe também disponibiliza pacu, carpas, caldos de tilápia e cascudo. “Todos os produtos vem direto do nosso produtor cooperado”.


Crise

Sobre a crise que praticamente todos os setores da economia tem passado em decorrência da pandemia, o diretor explica que o setor da piscicultura foi afetado na questão de parcerias que possuíam com o mercado institucional, no qual o produto era direcionado para a merenda escolar das redes municipal e estadual de ensino, e também com os restaurantes.

“Vamos fazer uma comparação, projetamos a perda de faturamento total em média de 70% previsto para março e abril. Deste percentual, 50% era da merenda escolar e 20% de restaurantes, esse é mais ou menos o nosso faturamento relacionado a essas perdas”.

Quanto à demanda dos supermercados, houve um aumento. “Pela demanda ter aumentado no consumo das famílias, por não terem alimentação externa disponível, a demanda aumentou um pouco, mas, essa demanda também está refletida no consumo da própria Semana Santa”, completa Krambeck.

Ele ainda diz que mesmo com a crise, nenhum produtor deixou de dar continuidade à sua produção. “A princípio a Cooperativa não paralisa suas atividades, continua atuando e trabalhando no regime de quarentena no sentido de portões fechados e todos os cuidados sanitários para que não se tenha nenhum risco de contaminação pelos funcionário e cooperados”.

A cooperativa

A Coomapeixe é uma cooperativa estadual, conta hoje com 30 produtores cooperados ativos nas cidades de Timbó, Benedito Novo, Rio dos Cedros, Blumenau, Pomerode e Massaranduba. “A Cooperativa auxilia os produtores principalmente na produção, com o objetivo de absorver a produção do cooperado, industrializar e comercializar ao consumidor varejista, atacadista ou mercado institucional”, completa o diretor.  

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