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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Conhecendo a Índia

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Conhecendo a Índia
Beatriz Feliciano Bachmann apresenta sua vivência e experiência durante o intercâmbio …

Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ – “Foram muitas experiências únicas e inesquecíveis. Do momento de inscrição, até hoje, aprendo um pouquinho mais com o intercâmbio a cada dia. Uma oportunidade dessas muda a vida de qualquer jovem. Sou grata aos meus pais e ao Rotary por me possibilitarem tudo isso”. Com essas palavras a jovem, Beatriz Feliciano Bachmann, começa a descrever a sua participação no intercâmbio, durante a reunião do Rotary Club de Timbó, quando a programação teve como tema “Meu Intercâmbio na Índia”.

Beatriz, nasceu em 19 de outubro de 2000, em Timbó, sendo fi lha de Marcia e Jaiçon, irmã do Vinícius. “Moro em Indaial e atualmente sou acadêmica de administração na Furb, Blumenau. Também sou professora particular de inglês na cidade de Indaial e ex-intercambista do Programa de Intercâmbio de Jovens pelo Rotary Club de Indaial”.

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Questionada sobre o intercâmbio, Beatriz relata que a partir da sua classificação pôde escolher entre alguns países, dos quais o que mais lhe encantou foi a Índia. “Costumo dizer que não escolhi a Índia, foi a Índia que me escolheu. Certamente meu intercâmbio não poderia ter acontecido em outro lugar. No ano de 2017 me inscrevi para o programa e iniciei meu processo de seleção, onde, por um ano, passei por uma série de avaliações escritas e psicológicas. Com isso, avaliaram se eu estava preparada ou não para enfrentar os desafios que apareceriam durante o meu ano de intercâmbio em outro país”.

A jovem afirma que a Ásia lhe ensinou o que nenhum outro lugar conseguiria lhe ensinar. “Passei por situações de desconforto e medo, como quando peguei o ônibus errado sozinha e tive que “me virar nos 30″ para conseguir chegar em casa. Ou quando dentro do Rickshaw (transporte indiano), o motorista não me entendia e não chegávamos em lugar nenhum. Isso porque grande parte da população indiana fala inglês, mas não são todos. Saí da zona de conforto e me permiti viver o esquisito. Assim, nada foi suficiente para me abalar e me fazer querer voltar para casa. Pelo contrário, eu voltaria correndo para a Índia agora mesmo, se eu pudesse”.

Segundo Beatriz, viver a cultura indiana é enriquecedor. “Mesmo com o passar dos anos, costumes e tradições ainda existem e são cultivados pelo povo indiano. Sim, lá as famílias ainda praticam o casamento arranjado para encontrar o noivo ou noiva ideal para seus filhos. Os mais novos respeitam mesmo os mais velhos de maneira invejável. As cores dos sarees das indianas colorem as ruas da populosa Índia”.

Por falar em populosa Índia, observa a jovem, que sempre é questionada sobre as vacas e o trânsito “maluco”. “As vacas andam soltas pelas ruas e são idolatradas como deuses, por isso indianos não comem carne vermelha. Já o trânsito, entre buzinas e bagunça, é um caos que parece funcionar. Falo isso com propriedade porque durante o tempo que vivi na Índia, não presenciei nenhum acidente de trânsito”.

A jovem comenta que em meio a algumas cenas que chocam por ser diferente da cultura brasileira, por exemplo, é possível ver alegria e simplicidade. “Indianos não são tão calorosos como nós brasileiros, eles não saem abraçando, beijando e falando alto com todo mundo, mas eles expressam carinho de outras maneiras. São totalmente amigáveis e queridos. A Índia me fez enxergar o mundo de outra maneira e me fez crescer como ser humano. Durante os dez meses que morei lá, passei por três famílias anfitriãs diferentes. Duas delas eram hinduístas, o que foi fantástico, já que pude vivenciar um pouco dos rituais e festivais deles. Todos eles sempre me receberam super bem e cuidaram de mim como filha, assim como eu os tinha como pais e irmãos de verdade. Ainda hoje mantenho contato porque a saudade é grande!”.

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