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sábado, 25 de maio de 2024

Dor lombar? Podem ser cálculos renais!

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Dor lombar? Podem ser cálculos renais!

Foto: FOTO ILUSTRATIVA

“Os cálculos renais ou pedras nos rins, como são conhecidos, acometem o homem desde a idade antiga. Existem relatos dessa doença no Egito Antigo. Com o passar do tempo foi se entendo o processo de formação do cálculo renal, o que nos ajudou a encontrar formas de prevenção e de tratamento para essa doença. Alguns dados sugerem que a incidência na população mundial, ocorre entre 8 e 12 %”. As colocações são do médico com especialização em urologia, Alessandro Mondadori Hoffmann (CRM/SC: 19.220), que atende no Hospital e Maternidade Oase de Timbó e no Censit.

Segundo o profissional “a formação dos cálculos ocorre quando há uma saturação de minerais na urina. Quando ocorre aumento da quantidade desses elementos, eles irão se saturar onde formará os cristais. A partir dessa fase os cristais irão se agrupar para formar o cálculo. Cerca de 80 % dos cálculos são formados por cálcio, o restante pode ser consistido por cistina, ácido úrico e estrutiva”.

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Hoffmann destaca que “geralmente os sintomas iniciam com uma dor lombar, muito forte, que se espalha para o abdômen, associado com náuseas e vômitos, episódios de ardência e sangue na urina. A dor tende a vir em ondas com aumento gradual até chegar no seu pico de intensidade e após um alívio. Em alguns casos pode ocorrer febre. Os sintomas podem variar no tamanho do cálculo até na localização do mesmo”.

Assim como outras patologias, observa o especialista, a doença calculosa possui predisposição genética e eventos adversos, como a dieta. Em algumas pessoas que realizaram cirurgias intestinais podem predispor a formar cálculos. “A recorrências dos cálculos é 30 % em 5 anos, 50 % em 10 anos e 75 % em 20 anos”.

O profissional ressalta que “geralmente o diagnóstico é feito pelo quadro clínico e história prévia do paciente, associado com exames de imagem que irão auxiliar a localizar o cálculo e prever o tamanho do mesmo, para que se possa tomar uma conduta. Geralmente os mais solicitados são a ultrassonografia e tomografia. Os exames laboratoriais, também, irão nos auxiliar no tratamento”.

O tratamento, de acordo com o médico, “consiste em medicamentos para alivio de dor, com o auxílio dos exames de imagem será possível definir o tratamento. Com cálculos pequenos pode-se optar por tratamento conservador, onde o paciente ira expulsar espontaneamente. Caso os cálculos tenham um tamanho maior, existem opções como a litotripsia extracorpórea, colocação de cateter na via urinaria, cirurgias (ureterorrenolitotripsia, nefrolititomia percutânea ou até mesmo aberta)”.

Hoffmann explica que “a melhor forma de prevenção para os cálculos ainda continua sendo a ingesta de líquidos, associada com a dieta. Geralmente recomenda-se que uma pessoa tome aproximadamente dois litros de água por dia, essa quantidade pode variar conforme o que a pessoa faz, por exemplo quem pratica esporte deve ingerir uma quantidade maior de líquido. Uma dica para saber se a quantidade de àgua está sendo suficiente é olhar para a cor da urina, caso ela esteja aquela amarelo claro ou incolor, ela está bem diluída, mas se estiver um amarelo mais forte, concentrado, está faltando líquido no corpo”.

Para finalizar o especialista destaca que “alguns alimentos podem aumentar a predisposição, dietas ricas em proteína, sal e açúcares podem elevar a chance de cálculos”.

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