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sábado, 18 de maio de 2024

Governo e associações empresariais unem-se para evitar a entrada da Influenza Aviária em Santa Catarina

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AVICULTURA
Governo e associações empresariais unem-se para evitar a entrada da Influenza Aviária em Santa Catarina

Foto: Foto: Júlio Cavalheiro / Arquivo / Secom

Doença foi identificada em países vizinhosFoto: Júlio Cavalheiro / Arquivo / Secom-

A notícia de focos recentes de Influenza Aviária (IA) em vários países da América do Sul – especialmente no Uruguai e na Argentina – deixou Santa Catarina em alerta. Considerado o segundo maior produtor e exportador de aves do Brasil, o Estado une forças para impedir a entrada da doença em território barriga-verde. 

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A preocupação ocorre porque, além de estar cercado por países que apresentam a doença, a Influenza Aviária é disseminada por meio de aves migratórias, o que aumenta os riscos. Apesar disso, Santa Catarina segue livre da doença. 

Também conhecida como Gripe Aviária, a IA é uma doença provocada por um vírus muito contagioso. É mortal para as aves e pode causar grandes prejuízos econômicos e pode afetar a saúde de aves domésticas e silvestres. A Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne) e o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA) somam esforços junto ao Governo do Estado, aos produtores rurais e demais entidades de defesa da sanidade avícola catarinense para trabalhar na prevenção da doença.

A ação do vírus

Causada por vírus que apresentam diferentes subtipos (H5N1, H5N2, H5N3, H5N6, H5N8, etc.), a IA consegue mudar geneticamente com rapidez. Nas aves, o vírus tem poder de ampla disseminação e resulta em mortalidade elevada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) orienta aos produtores de aves que fiquem atentos aos principais sinais observados em aves contaminadas: falta de coordenação motora, torcicolo, dificuldade em respirar, intensa diarreia. “O vírus pode permanecer por até oito meses no ambiente, por isso, é importante evitar áreas frequentadas por aves silvestres. Essa e outras medidas de biosseguridade são importantes para evitar a entrada do vírus em uma propriedade”, orienta o presidente da ACAV, Ricardo Castellar de Faria.

Defesa Sanitária

O Brasil possui um laboratório de referência para Influenza Aviária que conta com o mais alto nível de biossegurança. Em 2022 quase 40 mil amostras laboratoriais foram analisadas somente nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, de acordo com dados do MAPA.  Santa Catarina possui um status sanitário que é referência para o mundo. O presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas Jr, considera que é a adoção de boas práticas que promove a sanidade da agricultura catarinense e nacional, além de ser uma estratégia para o desenvolvimento efeito da cadeia produtiva. 

“Os plantéis avícolas do Brasil são livres da Influenza Aviária, mas a presença da doença em países vizinhos desperta nossa atenção para a intensificação da vigilância e a identificação de possíveis suspeitas da aproximação da IA ao território brasileiro, principalmente o catarinense dada a sua importância produtiva para o País”, comenta Ribas.

O presidente da ACAV ressalta que a defesa agropecuária precisa manter um robusto plano de vigilância ativa e passiva com capacidade de diagnóstico rápido, além disso, pontua que Santa Catarina deve se preparar para ter uma resposta eficaz a qualquer evento sanitário e esse é um trabalho de muitas mãos. Faria cita a importância do setor privado em proteger as granjas reduzindo as chances de contato entre aves de produção e animais silvestres, mas lembra que essa é uma responsabilidade de todos os envolvidos na cadeia avícola. “A Educação Sanitária tem que ser o alicerce para uma boa implantação das políticas públicas de qualidade. O sucesso de toda a cadeia produtiva avícola se dá graças à participação de todos os representantes do setor, incluindo não apenas os grandes produtores, as grandes empresas integradoras, os produtores de grãos, de rações, de suplementos e medicamentos, mas também os avicultores de pequena escala e, certamente, a agricultura familiar”, acrescenta.

Como evitar a transmissão

Para prevenir a entrada e o alastramento da doença em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) de Chapecó recomenda:·

Evitar o contato de pessoas estranhas com as aves da propriedade;

Evitar o contato das aves com as aves de vida livre;

Manter as aves em área restrita, deixando a comida e a água em local protegido, sem acesso de aves de vida livre;

Comunicar a Cidasc caso perceba sinais nervosos, respiratórios e digestivos nas aves, ou ainda o aumento de mortalidade nas aves da propriedade ou nas aves de vida livre;

Em caso de dúvidas, deve-se procurar a Cidasc do município ou ligar 0800 643 9300.

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