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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Gratidão: este é o sentimento da família de Alfonso Marquardt

Data:

Aniversário de 100 anos
Gratidão: este é o sentimento da família de Alfonso Marquardt

Foto: Arquivo pessoal

É uma grande conquista completa 100 anos de vida! Chegar a essa idade é um testemunho da sabedoria, força e resiliência de um indivíduo. Viver por um século significa ter vivido uma vida plena de experiências e testemunhado muitas mudanças no mundo ao seu redor. A pessoa provavelmente viu a evolução da tecnologia, a mudança de valores e crenças, bem como os avanços na medicina e na ciência.

É importante celebrar a vida e os marcos alcançados, e um centenário é um motivo para alegria e comemoração. A pessoa pode refletir sobre suas fantasias e os altos e baixos da vida, e ser reconhecida por sua contribuição para a comunidade e a sociedade em geral. Completar 100 anos de vida é um grande feito e deve ser comemorado com alegria e gratidão.

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E é assim com gratidão que a família do timboense Alfonso Marquardt vai comemorar o seu aniversário de 100 anos de vida. Alfonso Marquardt, descendente de imigrantes Pomeranos nascido na data de 14 de março de 1923 em Rodeio, no distrito de Alto Benedito Novo (atualmente Benedito Novo), filho de Albert Marquardt e Maria Marquardt, nascida Butzke. “Nasci numa família numerosa: 12 irmãos, porém, somente nove alcançaram à vida adulta”, relata em entrevista à redação do JMV, o aniversariante.

Com a ajuda da família, Alfonso Marquardt relata que “minha infância passei no interior, fui alfabetizado por um professor russo chamado Hans Enntz, que fazia o que podia com mais 83 alunos, todos filhos de agricultores vizinhos, pois as famílias na época eram numerosas. Frequentei a escola até completar 14 anos, quando meus pais mudaram para Timbó, onde iniciaram atividade no ramo da cerâmica (Olaria)”.

Marquardt conta que “aos 19 anos comecei como aprendiz de pedreiro com o meu cunhado, aos 22 anos prestei serviço militar no 2º. Regimento de Infantaria em Paranaguá, no Paraná (PR), e em seguida, fui selecionado para o Batalhão de Guarda (BG) na capital do Brasil, no Rio de Janeiro, do então presidente da república Eurico Gaspar Dutra até fins de 1946. No entanto, mesmo com a forte intenção de seguir a carreira militar como piloto da aeronáutica, mas sem aprovação dos pais, retornei para Timbó e segui minha profissão como pedreiro. Trabalhei como autônomo, construi muitas casas na cidade e região, inclusive a que resido até hoje, com o auxílio de minha esposa “.

O centenário relata que casou aos 25 anos de idade com Anna Marquardt nascida Schinkel, com quem teve quatro filhos (Melani, Marlene, Heinz Rubens e Dorothea). “Constituímos uma família bem especial, tenho uma nora, um genro (um genro em memorian), três netas, dois netos, três bisnetos e uma bisneta. Tivemos muitas alegrias, mas nem sempre a vida foi fácil, tanto minha esposa como eu trabalhávamos muito, ela como banqueteira, doceira, e eu continuei na construção civil na empresa Conte em Blumenau. Com o tempo, achamos que deveríamos melhorar nossas vidas, alugamos o antigo Hotel Hardt (1971-1977)”.

 Alfonso Marquardt e família

Marquardt destaca que “após este período, minha esposa e eu, tivemos o privilégio de festejarmos nossos 50 anos de casados, de viajar, frequentamos grupo dos idosos, dançamos muito, visitamos nossos amigos e parentes. Nosso desejo mútuo era conhecer a Europa, mais precisamente a Alemanha, de onde vieram nossos antepassados. Mas quis o destino, que este desejo não se concretizasse. Após um longo período de luto pela perda da Anna, e sempre com o apoio de meus filhos e filhas, decidi aos 88 anos de idade fazer esta viagem, conhecendo assim além da Alemanha, Bélgica, Holanda, Áustria, República Tcheca e Inglaterra. Realizei um grande sonho, guardo comigo as boas lembranças em fotos e memórias”.

O aniversariante comenta ainda que “hoje paro e olho para trás, nem nos mais loucos pensamentos me via como uma pessoa centenária! Talvez seja dose diária do cheiroso (cachaça com gengibre preparada com carinho pela família), ou a cerveja, ou o copo de vinho, ou minhas 10 horas de sono diárias, ou a estimada companhia de meus filhos e filhas, netos e bisnetos, ou os sonhos e planos para o futuro que ainda tenho até hoje… talvez este é o segredo da longevidade. Sou grato à Deus por tudo, e quero celebrar estes 100 anos ao lado da minha família e amigos/as próximos. Peço que Ele me abençoe e me dê ainda o tempo que Ele achar melhor… porque depois de um certo tempo, entendemos que fazer a vida valer é estar ao lado de quem gostamos!”

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