segunda-feira, 6 de abril de 2026
21.8 C
Timbó
segunda-feira, 6 de abril de 2026

Imobiliárias questionam reajuste do ‘Minha Casa, Minha Vida’

Data:

Imobiliárias questionam reajuste do ‘Minha Casa, Minha Vida’
Teto do financiamento do programa caiu de R$ 145 mil para R$ 105 mil em Timbó …

Bruna Laline Ramos/JMV

 

TIMBÓ – Desde o fim de 2016, as imobiliárias do Médio Vale do Itajaí vêm questionando o reajuste do valor do “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV), isso porque o Ministério das Cidades reduziu o teto do financiamento imobiliário para Timbó e Indaial. “Segundo nosso entendimento, esse valor deveria ser de R$ 170 mil para os dois municípios”, afirma o proprietário de imobiliárias, Rogério Isnar Patricio.
De acordo com Patricio, até novembro de 2016, o valor do financiamento imobiliário para o programa “Minha Casa, Minha Vida” era de R$ 145 mil para Timbó e Indaial. A partir de dezembro o valor reduziu para R$ 100 mil em Timbó e R$ 130 mil em Indaial. Após a última reunião do Conselho Curador do FGTS, realizada em 06 de fevereiro, os valores foram reajustados para R$ 105 mil em Timbó e R$ 140 mil em Indaial. 
Segundo o reajuste do Ministério das Cidades, municípios do Sul do país, com população entre 20 mil e 50 mil habitantes – como é o caso de Timbó, com cerca de 42 mil habitantes – teria teto de R$ 105 mil no MCMV. Já em municípios com 50 mil a 100 mil habitantes – como é o caso de Indaial, com cerca de 62 mil habitantes – o teto é de R$ 140 mil. 
A tabela do Ministério das Cidades também determinou que municípios com população maior ou igual a 250 mil habitantes, município das regiões metropolitanas das capitais estaduais e das regiões integradas de desenvolvimento de capitais com população menor que 100 mil habitantes e capitais regionais (classificas pelo IBGE) com população menor que 250 habitantes, o valor é de R$ 170 mil. 
Diante dessa afirmação e após pesquisas, as imobiliárias constataram que o IBGE considera Blumenau como sendo Capital Regional e as cidades do Médio Vale do Itajaí (inclusive Timbó e Indaial) como sendo de Região de Influência.  Sendo assim, entende-se que o valor para o programa “Minha Casa, Minha Vida” deveria ser de R$ 170 mil para ambas as cidades.
Após essa constatação e insatisfeitos com o reajuste estipulado pelo Ministério das Cidades, as imobiliárias enviaram um ofício às agências da Caixa Econômica Federal de Timbó e Indaial e também à Superintendência para buscar esclarecimentos.
A redação do Jornal do Médio Vale entrou em contato com a gerência de Timbó para saber o que a Caixa tem a dizer sobre esse ofício e sobre o reajuste feito pelo Ministério das Cidades, mas ainda não obteve retorno. O que se sabe apenas é que a Caixa está avaliando o ofício enviado pelas imobiliárias.
Segundo Patricio, as imobiliárias estão fazendo esse questionamento e esperam que o teto seja aumentado. “O valor sofreu reajuste em todo o país. Em algumas regiões o teto aumentou, porém, aqui baixou, principalmente Timbó, que foi a cidade mais afetada”, diz. 
“O mercado imobiliário já vinha tendo dificuldades na região, quando o valor era de R$ 145 mil, agora com o teto sendo de R$ 105 mil para Timbó, será ainda mais difícil. Além da redução do valor prejudicar as negociações dos corretores, também prejudica a população, que não consegue comprar a casa ideal para sua família”, ressalta.

 

Limite máximo de renda

 ”A questão da alteração no valor da renda também é algo que nos deixa intrigados”, afirma Patricio, isso porque o Governo Federal anunciou o aumento do teto para as famílias que poderão aderir ao Minha Casa, Minha Vida. O limite máximo de renda para participar do programa vai passar dos atuais R$ 6,5 mil para R$ R$ 9 mil mensais.
A faixa 1, para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, não houve alteração; a faixa 1,5 passou o limite de renda mensal de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil; a faixa 2 de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil; e a faixa 3 passou o limite de renda mensal de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.
O Ministério das Cidades informou que a taxa de juros da faixa 1,5 fica mantida em 5% ao ano. Na faixa 2, os juros cobrados continuam variando de 5,5% a 7% ao ano. Na faixa 3, para renda de R$ 4 mil até R$ 7 mil mensais, a taxa cobrada se mantém em 8,16%. Já para a renda familiar entre R$ 7 mil e R$ 9 mil, os juros sobem para 9,16% ao ano. 
O que deixa os profissionais do ramo intrigados, segundo Patricio, é que o teto do financiamento reduziu e a renda mensal aumentou. “A nosso ver, quem tem renda de R$ 9 mil dificilmente vai investir em uma casa com valor total de R$ 105 mil. Quem tem essa renda, vai querer uma casa maior”, destaca. 
Apesar de cidades do Médio Vale do Itajaí terem sofrido com as alterações, outras regiões tiveram aumento do teto do financiamento. Com isso, segundo o presidente Michel Temer, a meta do Governo é construir este ano cerca de 600 mil moradias.
De acordo com o Ministério das Cidades, de 2010 até 2016, já foram entregues 3,2 milhões de moradias dentro do programa. Somente em Timbó, em 2015 e 2016, o “Minha Casa, Minha Vida” injetou R$ 24 milhões de recursos de financiamento imobiliário no município.

 

 

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.