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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Impasse sobre atendimento de sobreaviso no Oase segue até sexta

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Impasse sobre atendimento de sobreaviso no Oase segue até sexta
Municípios e corpo clínico devem analisar nova proposta que aumenta em 10% o valor por hora trabal …

CLARICE DARONCO/JMV

Foto: CLARICE DARONCO/JMV

TIMBÓ – O impasse sobre o retorno dos atendimentos de sobreaviso das especialidades no Hospital Oase teve novas definições na noite de ontem, durante reunião no auditório da Prefeitura de Timbó. A reunião contou com a presença dos secretários de Saúde dos municípios de Rio dos Cedros, Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Rodeio e Timbó,além do corpo clínico e direção do Hospital Oase. Na oportunidade, a secretária de Saúde de Timbó, Cintia Marchi, juntamente com o futuro secretário da Saúde, Elson Antônio Marson Júnior, coordenaram os trabalhos e apresentaram uma proposta ao corpo clínico do Hospital Oase.
Desde o início de janeiro os atendimentos de sobreaviso das especialidades médicas, dos municípios atendidos no Cemur de Timbó, que eram realizadas no Hospital e Maternidade Oase, estão sendo encaminhados para o Hospital Beatriz Ramos, de Indaial.
O impasse surgiu após o corpo clínico do Hospital Oase solicitar um aumento de 30% no valor da tabela médica do Sistema Único de Saúde, onde a hora de atendimento passaria de um valor médio de R$ 14,75 para R$ 18,00.
Durante a reunião os municípios apresentaram uma proposta de aumento de 7%, subindo de R$ 14,75 para R$ 15,78, além de solicitar que o convênio seja firmado até o final de 2011.
O corpo clínico afirmou em documento escrito, a necessidade de ser mantido o serviço de sobreaviso, para o atendimento da população local. De acordo com os médicos, seria acertado o valor oferecido, por um período máximo de 120 dias, a fim de possibilitar os necessários ajustes entre os municípios, para que, à partir de então, os valores possam ser atualizados a um patamar correspondente a 30% do valor pago pela hora de plantão médico junto ao Cemur.
Os médicos também foram questionados sobre a manutenção de uma escala fechada de sobreaviso. Sobre este questionamento, os médicos entendem que os termos do contrato firmado entre o Município de Timbó e Hospital Oase devem ser de parceria, com a participação e empenho das partes na cobertura das escalas, já que, na região tem-se profissionais já integrantes do corpo médico do Hospital Oase, bem como outros que prestam serviços aos municípios, locais e regionais, os quais podem colaborar com o sistema de atendimento, em benefício de todos.
Outra situação apresentada pelos médicos é a falta de estrutura, equipamentos e material que enfrentam junto ao Hospital e Maternidade Oase. Muitos profissionais afirmaram não ter equipamentos para os atendimentos aos pacientes, nem suporte do hospital na questão de estrutura e pessoal.
De acordo com Cintia, a questão de estrutura e de equipamentos é de responsabilidade do Hospital Oase, mas mesmo assim, em nenhum momento o município deixou de ser parceiro dos médicos e do hospital quando necessário.
Foi firmado ainda que o Poder Público vai investir no Pronto Socorro, que será implantado junto ao Hospital Oase.
O diretor presidente do Hospital, Adalberto Roeder, afirmou que o interesse do Hospital é o de atender a comunidade, mas que não tem como forçar o profissional a realizar os atendimentos de sobreaviso. “Deve haver um consenso entre as partes”, frisou ele ao explicar que está trabalhando para transformar o Hospital e Maternidade Oase em uma Associação Hospitalar e envolver toda a sociedade na busca de recursos para que o hospital não venha fechar as portas. “Hoje o déficit do hospital subiu de R$ 80 mil para R$ 120 mil e não sabemos como pagar a conta e de onde tirar recursos para continuar com os atendimentos”, desabafou o diretor presidente da instituição.
Os secretários e gestores presentes observaram que o estado faz convênio com os hospitais da região no que tange recursos para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e que o Hospital e Maternidade Oase deve pleitear a aprovação dos projetos encaminhados à Regional de Timbó, visando conseguir estes recursos.
Ao perceber o impasse entre os médicos e os municípios, a direção do Hospital resolveu intervir com uma solução conciliadora. “É importante para o Hospital manter o sobreaviso das especialidades médicas, pois o Hospital e Maternidade Oase tem história junto ao município e região”, frisou o representante do Hospital ao propor que os municípios aumentem para 10% o valor por hora de sobreaviso, que passará da média de R$ 14,75 para R$ 16,23 e os médicos firmam o convênio até o final de 2011, sendo que em outubro seja aberta uma nova rodada de negociações, visando atingir os 30% de aumento solicitado pelo corpo clinico.
Os  secretários da Saúde ficaram de analisar a nova proposta, juntamente com os prefeitos, e encaminhar por escrito ao corpo clínico do Hospital e Maternidade Oase, até a próxima sexta-feira, dia 28 de janeiro. Se houver aceitação da proposta os atendimentos de sobreaviso retornam ao Hospital e Maternidade Oase à partir de março, oportunidade em que será recendido o contrato com o Hospital Beatriz Ramos, de Indaial.

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