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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Lideranças seguem com reivindicações pela SC 477

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Lideranças seguem com reivindicações pela SC 477
Projeto atual muda o traçado da rodovia e pavimentação asfáltica não passará pela área indíg …

NEILA DARONCO/JMV

Foto: ANDRÉ HAHNEBACH

DOUTOR PEDRINHO – Dando continuidade ao objetivo de dialogar com o Governo Estadual, visando buscar soluções aos entraves que afetam os municípios do Médio Vale referente à implantação da pavimentação asfáltica, ligando o município de Doutor Pedrinho ao Planalto Norte, a Associação Empresarial do Médio Vale do Itajaí (Acimvi) organizou na tarde do dia 17 de agosto, mais um encontro entre lideranças e comunidade. A reunião, que ocorreu na cidade de Doutor Pedrinho, na sede da Associação dos Servidores Públicos Municipais, contou com a presença do prefeito, Hartwig Persuhn, do presidente da Acimvi, Mário Fávero, do secretário de Desenvolvimento Regional – SDR de Timbó, Rogério Theiss, do diretor da SDR, Miguel Angelo Soar, caciques da área indígena e comunidade.
O grande tema da reunião foi o traçado da rodovia. O projeto original previa que o asfalto ligaria Doutor Pedrinho ao Planalto Norte através da área indígena, pela Forcação, inclusive, algumas obras já foram realizadas anteriormente, a exemplo da Serra. Contudo, o projeto atual, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), não é o mesmo, que segue pela estrada atual. Segundo informações das lideranças, o Governo  busca fugir da futura terra indígena pertencente aos Xokleng, devido a uma condição imposta pelo Banco que não autoriza obras em áreas indígenas, alterando o traçado para que o asfalto passe por São João dos Pobres.
De acordo com o cacique regional dos Xoklens, Simião Pripra, as terras ainda não são do povo indígena, e não há nenhuma reserva no local, oficialmente. “O que fizemos foi um pedido na Justiça para que essas terras se tornassem nossas. Agora está nas mãos da Justiça, em litígio. Hoje, são terras do Governo Federal. Em relação às obras, queremos, sim, o asfalto e que o traçado continue sendo este. A única coisa que pedimos é a indenização, que todo o proprietário tem direito. Só queremos o que é de direito de todo o cidadão”, afirmou Simião.
De acordo com a manifestação das pessoas da comunidade, o desejo de todos é de que  a obra siga o traçado atual. Além da rodovia ter 30 km a menos, beneficia o desenvolvimento da região e as mais de 200 famílias que moram nesse trajeto. “O Governo precisa investir onde terá retorno. Pela Forcação, já temos as obras da Serra prontas, não necessita pontes, o custo da obra certamente será menor”, afirmou o prefeito de Doutor Pedrinho.
Turismo regional
Outro argumento, que pode ser acrescentado, é que a Epagri vai abrir uma reserva natural para visitação, no trecho atual da rodovia. “Há um grande interesse no potencial turístico e, se tiver asfalto, sem dúvida vai atrair turistas para essa região”, disse um dos representantes da Epagri.
Luis Carlos Orsi, possui imóveis no município e conhece a realidade da região. De acordo com ele, o asfalto beneficiaria também o artesanato indígena. “Muitas vezes as pessoas não vêem com bons olhos a presença de indígenas na cidade, mas também pouco fazem para que consigam se sustentar na aldeia. Com o asfalto, aumentando o tráfego e a vinda de turistas, eles poderão sobreviver do seu trabalho artesanal”, disse.
A luta agora,é unir forças entre lideranças empresariais, do município de Doutor Pedrinho, e representantes indígenas para tentar sensibilizar o Governo, a fim de que o traçado seja  mantido. O secretário da SDR, Rogério Theiss, afirmou que levará ao governador, Raimundo Colombo, a reivindicação e os argumentos e, assim, tentar uma nova possibilidade para esse projeto. 
Já o ex-prefeito de Timbó, natural de Moema, Oscar Schneider, observa que o projeto, com a modificação no traçado, foi aprovado pelos organismos financeiros internacionais. “No novo projeto, o asfalto sai de Volta Grande seguindo para Rio negrinho e desemboca em Doutor Pedrinho pela margem esquerda do rio”, relata Schneider ao afirmar que o projeto inicial, da época do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, o asfalto passava pela Forcação.

Projeto Original
O ex-prefeito observa que foi necessária a alteração no traçado, pois ao ser incluído para conseguir investimentos internacionais, o mesmo não libera recursos para obras em áreas de conflito, como é o caso do local onde os indígenas estão instalados. Segundo Schneider, o projeto aprovado será executado, pois o recurso foi liberado para que essas obras fossem efetuadas de acordo com as projeções apresentadas. “É importante observar que já tem um trecho sendo finalizado entre Volta Grande e Rio Negrinho, acredita-se que faltam ser concluídos, apenas uns seis quilômetros de asfalto para chegar ao município de Volta Grande”, explica o ex-prefeito ao frisar que os municípios do Médio Vale devem e precisam se preocupar com o trânsito. “O município de Timbó será um dos mais beneficiados com o asfalto, porém precisa tomar medidas urgentes em função do deslocamento do trânsito pesado”, destaca Schneider.

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