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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Polícia prende envolvido no assalto a Relojoaria de Timbó

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Polícia prende envolvido no assalto a Relojoaria de Timbó
TIMBÓ ? Em cinco dias de trabalho de inteligência, as Polícias Civil e Militar de Timbó consegui …

Thomas Erbacher

Polícia prende envolvido no assalto a Relojoaria de Timbó

O homem era morador da cidade e foi detido na empresa em que trabalhava, já que tinha um mandado de prisão em aberto por outro assalto, e a polícia investiga outro suspeito desaparecido

TIMBÓ ? Em cinco dias de trabalho de inteligência, as Polícias Civil e Militar de Timbó conseguiram esclarecer na tarde da última terça-feira, dia 6 de março, o assalto praticado na Relojoaria e Ótica Darui, que aconteceu no dia 1º de março, no Centro da cidade. O mentor e autor do assalto, Valmir Douglas Cardoso, 32 anos, foi detido e levado ao Presídio Regional de Blumenau, onde vai aguardar pronunciamento da Justiça, tendo confessado o crime em depoimento prestado na Delegacia de Polícia Civil de Timbó, após sua detenção. A Polícia trabalha agora nas investigações para encontrar o companheiro de Valmir que teria participado do assalto à relojoaria.

Valmir Douglas Cardoso é natural de Armazém, Sul do Estado, e já teve passagens anteriores pela polícia, com uma condenação cumprida no Presídio de Blumenau e Penitenciária de Curitibanos, de onde foi liberado, mas já tendo novo mandado de prisão e que estava sendo procurado. Em Timbó, ele levava uma vida normal, apesar de ter sido autor do assalto contra um mercado na cidade pela qual foi condenado ? Curitibanos. A polícia também conseguiu recuperar praticamente a totalidade das jóias roubadas, mas segundo os proprietários, algumas das jóias recolhidas não pertencia a relojoaria, sendo provável que venham de outros delitos cometidos por ele na região.

Além das jóias, a polícia também recuperou um revólver calibre 38, a moto usada na fuga do assalto e um capacete usado pelos assaltantes e abandonado tempo depois no bairro das Nações. O assaltante confesso trabalhava há um mês em uma indústria do Centro de Timbó, tendo anteriormente trabalhado em indústrias do bairro Quintino e Fritz Lorenz. Segundo a polícia, ele relatou que teria planejado o assalto tendo convidado o comparsa, que veio de outra cidade, para também participar em troca de parte das jóias.

Todas as jóias apreendidas foram reconhecidas pelos proprietários da Relojoaria Darui, mas os valores não foram revelados, pois tudo depende ainda de uma conferência minuciosa. Diante da prisão de Valmir, os policiais acreditam que poderão esclarecer outros assaltos registrados em Timbó e região, mas tudo vai depender agora de um trabalho minucioso de investigação. Valmir anteriormente assaltou o mercado Silmury, pelo qual foi condenado e ficou recolhido pelo artigo 157 do Código Penal.

Ele deu água para a mãe do proprietário

No momento do assalto, Valmir percebendo que a mãe do proprietário da relojoaria não estava passando bem, devido ao estado nervoso da situação e por ser uma pessoa idosa, pediu para que lhe dessem um copo de água e a consolou dizendo que nada iria acontecer, mas apontava sempre a arma que foi apreendida. As jóias ainda nos mostruários, estavam guardadas no interior de móveis da residência em que morava, também no Centro de Timbó, e onde vivia em companhia de uma senhora viúva, que seria sua companheira.

Ao ser indagada, a companheira disse que não sabia das atividades do companheiro, mas é quase impossível que no interior dos móveis, ela não encontrasse os objetos do assalto. Ao narrar os fatos à polícia, Valmir afirmou que conheceu o seu comparsa e roubaram a moto vermelha Honda CG, placas LZU-2861, de Indaial, que foi furtada em dezembro de 2006, na mesma cidade, também apreendida e recolhida, para utiliza-la na manhã do dia 1º, para o assalto, logo que a relojoaria fosse aberta. Fizeram o trabalho rápido, pois todos se amedrontaram diante das armas, enquanto eles subiam na moto e seguiram rumo ao bairro das Nações, onde abandonaram o veículo e retornaram caminhando.

Documentos que estão em poder da polícia, mostram que no dia 1º, Valmir faltou ao trabalho na empresa, mas no período da tarde trabalhou normalmente. As jóias deveriam ser repassadas a receptadores conhecidos e também para alimentar com os recursos advindos de outras atividades.

Porte atlético e sarado

O autor confesso Valmir Douglas Cardoso é conhecido em Timbó, tem porte atlético, do tipo sarado, dando a impressão de que praticava exercícios físicos. De aparência bem apessoada, cabelos cortados e de uma presença marcante, não demonstrava que fosse um assaltante, mesmo porque eles não escolheriam o Centro da cidade para morar, o que fica comprovado que isso está mudando.

Inquérito está em fase de conclusão

O inquérito instaurado sobre o assalto contra a relojoaria Darui está em fase de conclusão, devendo ser enviado a Justiça da Comarca de Timbó nos próximos dias. Valmir está recolhido no Presídio de Blumenau, por força do mandado de prisão que corresponde a regressão da pena que cumpria no assalto anterior ao da relojoaria, mas a Polícia Civil de Timbó também está solicitando sua prisão preventiva para a Justiça, a fim de mantê-lo recolhido e evitar alguma manobra por parte de advogados que possivelmente já estariam sendo mobilizados para fazer sua defesa.

Quanto as jóias, a polícia já fez o levantamento do que foi encontrado na casa de Valmir, relacionando as peças levadas no assalto, faltando uma parte que deve ter sido levada pelo comparsa, que já está sendo procurado, já que veio a Timbó somente para a ação contra a relojoaria. Quanto à empresa em que Valmir trabalhava, o Jornal procurou conversar com o diretor, cujo nome será preservado, que informou que o setor de Recursos Humanos da empresa já adota este sistema de checagem dos funcionários com a polícia há anos e que ao ser consultada, nada constava em nome de Valmir Douglas Cardoso, o que deixou a empresa em alerta para novas contratações. Segundo o diretor, além de não ter encontrado nada irregular na ficha de Valmir, ele era um funcionário correto e que com exceção do dia do assalto, nunca havia faltado ao serviço na empresa.

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