Rodeio apresenta ?O Milagre do Calvário?
A tradicional peça teatral ?O Milagre do Calvário?, que há 60 anos emociona expectadores de toda …
EVANDRO LOES/JMV

RODEIO – A tradicional peça teatral “O Milagre do Calvário”, que há 60 anos emociona expectadores de toda a região na época da Páscoa, será apresentada na Sexta-Feira Santa, dia 22 de abril, às 20h30min, no Centro Cultural de Rodeio (anexo a Vila Italiana), com ingresso único a R$ 10,00. Com duração de três horas e dividido em 14 quadros (cenas), a peça retrata a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, reunindo 60 atores da comunidade rodeense, sob a direção do professor e jornalista, Geraldino José Ochner. O Grupo Teatral de Rodeio é mantido pelo Circolo Trentino.
O Teatro da Paixão de Cristo tem uma história consagrada em 60 anos de apresentações. O elenco é composto por atores amadores, que no dia-a-dia se dedicam as mais variadas profissões. O diretor geral, Geraldino José Ochner, que por 33 anos fez o papel principal de Jesus Cristo, disse que o grupo mantém um elenco quase inalterado, o que contribui no desempenho da interpretação. “Nossos atores são voluntários e fazem o teatro com amor e devoção”, explica Geraldino. Ele é um dos exemplos. Na época que fazia o papel de Cristo, deixava crescer e barba e os cabelos, além de jejuar e se abster do consumo de bebidas alcoólicas na época da quaresma.
O ator Gustavo Pasqualini, que desde 2008 faz o papel de Cristo, também faz uma preparação especial para atuar no teatro. Outros atores também se deixam envolver com o espírito pascal e essa energia parece passar para o público, que não raras vezes se vê com os olhos marejados durante a apresentação. A peça é tão envolvente, que o expectador nem percebe o tempo passar. Os intervalos entre as cenas são curtos, menos de três minutos, o que torna a apresentação bem dinâmica.
História
O Teatro da Paixão de Cristo, de Rodeio, completa, este ano, 60 anos de história. Tudo começou em 1952, quando o Frei Humberto reuniu jovens e pessoas da comunidade para encenar “O Milagre do Calvário”. Segundo Geraldino Ochner, o roteiro permanece o mesmo desde a fundação. O teatro foi apresentado até o final da década de 60 (século XX) , devido a dificuldades de substituir atores que por razões diversas tiveram que largar o grupo.
Em 1975, sob a liderança de Adimir José Tomelin e Antônio Adami, o Teatro da Paixão de Cristo foi recomposto, com Geraldino José Ochner interpretando o papel de Cristo. Muitos atores da antiga composição voltaram a atuar e continuam até hoje. Um dos palcos utilizados pelo teatro por muitos anos foi o Salão Cristo Rei, da Paróquia Católica de Rodeio. Houve anos seguidos em que o teatro era apresentado em três dias seguidos. O recorde de público foi de 850 expectadores numa única noite.
Nos últimos anos, o teatro passou a ser apresentado em sessão única, sempre na Sexta-Feira Santa, no Centro Cultural de Rodeio (anexo a Vila Italiana). Os recursos arrecadados nas apresentações são usados para custear cenários e figurinos. O grupo já realizou apresentações em outras cidades da região, como Timbó, Ascurra, Blumenau e, este ano, em Pomerode.





