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O desassoreamento

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O desassoreamento
Nas últimas semanas, com a intensidade das chuvas e a ameaça de enchente, voltou aos holofotes pol …

Evandro Loes

Nas últimas semanas, com a intensidade das chuvas e a ameaça de enchente, voltou aos holofotes políticos a questão da necessidade de obras de prevenção às cheias. É sabido que o Estado possui um projeto, denominado JICA, realizado em parceria com engenheiros do Japão, que prevê uma série de ações para todo o Vale do Itajaí. Este projeto, concluído no início da atual década, ainda está engatinhando e poucas ações foram colocadas em prática.
A demora é tanta, que algumas obras antes previstas para os rios Cedros e Benedito, que se encontram em Timbó, já foram alteradas. É o caso da construção de pequenos diques de contenção. Mas a principal obra, a dragagem de alguns pontos dos rios, iniciando pela foz do Benedito, em Indaial, além da abertura de canais e o aprofundamento do leito, permanece no projeto, mas não tem previsão de iniciar. O Estado nem mesmo tem uma estimativa concreta dos custos das obras. Se este projeto JICA for posto em prática na sua totalidade, em Timbó, a previsão é que o nível da maior enchente seja pelo menos 1,5 metro menor. Imaginem quantas famílias preservadas e quantos prejuízos a menos teríamos em nossa comunidade.
É comum na época de ameaça de cheias, o uso político do tema, com a troca de acusações entre diferentes lados políticos, mas a realidade é uma só. Esta obra é de grande porte e os municípios não tem recursos, equipamentos e nem autorização ambiental para executá-las. É uma obra intermunicipal, transpassando os limites de várias cidades. Vamos ao que interessa de fato. Se já se passou mais da metade da década e nada foi feito, estando nós caminhando para o final de mais um mandato estadual, parece óbvio que esta obra pode ficar para o próximo governo do Estado. Ou seja, daqui a quatro anos. Por que quatro, se a eleição é em 2018? Porque é também óbvio que o próximo governo vai iniciar com recursos limitados e irá fazer primeiro o seu planejamento estratégico e atender as demandas menores antes de iniciar grandes investimentos. E isso vale, também, para a esfera Federal.
Qual a solução, então? A solução é pararmos de fazer politicagem sobre o tema, unirmos, todos os esforços, seja governo ou oposição, tendências ideológicas, veículos de comunicação e a sociedade organizada, para que tenhamos forças e vozes num só coro: A região precisa destas obras urgente.
O prefeito de Timbó, Jorge Krüger, ainda em início de mandato, já começou esta mobilização, juntamente com sua equipe de governo e sua base de sustentação na Câmara. Na oposição, vereadores também já manifestaram, agora e no passado, a preocupação com o tema. Parece que todos concordam que algo precisa ser feito. Sugiro que façam isso em conjunto. A união faz a força e este é um assunto acima de qualquer interesse político. Por hora o sol voltou a brilhar, o frio chegou e a ameaça maior das cheias foi embora. Mas não sabemos quando ela vai voltar, mas certamente virá. Portanto, agora é a hora de pressionar. Mãos à obra.

 

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