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quarta-feira, 24 de abril de 2024

SOS Saúde no Médio Vale

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SOS Saúde no Médio Vale
A Saúde nunca esteve tão em pauta na vida nacional, como nos últimos tempos. Foi um dos principa …

Evandro Loes

A Saúde nunca esteve tão em pauta na vida nacional, como nos últimos tempos. Foi  um dos principais temas da campanha eleitoral.  Esse clamor da sociedade é oriundo da precária situação enfrentada pelo sistema em todo o país. O Médio Vale do Itajaí não foge à regra e o colapso no atendimento à população é uma ameaça constante. O recente anúncio do prefeito Laércio Schuster Júnior de suspender os atendimentos a pacientes da região no CEMUR e Policlínica, é um exemplo de que a situação chegou ao extremo da tolerância. Timbó está pagando, com os impostos pagos pelos seus cidadãos, para atender pacientes de municípios vizinhos. Prefeitos dos municípios pactuados com Timbó já sinalizam com aumentos nos repasses de recursos e a suspensão do pacto pode ser revertida. Essa seria a melhor solução, pois tanto Timbó dilui com os vizinhos os custos operacionais fixos, como estas cidades não precisam criar estruturas próprias, que tornam seus desembolsos bem maiores do que repassar mais recursos e manter o pacto com Timbó.  A atitude drástica do prefeito de Timbó é apenas mais um caso em meio as inúmeras dificuldades na área da Saúde. No passado, cada município da região tinha seu próprio sistema de saúde, com hospitais e outras instalações. Com o passar dos anos, vários hospitais fecharam, como o Caridade (Timbó), Hospital Municipal de Ascurra (que virou posto de saúde avançado), Hospital de Rodeio, além das grandes dificuldades enfrentadas pelos demais hospitais que resistiram. Como pode a saúde regredir, se todas as cidades cresceram, inclusive em termos de arrecadação? Parece consenso que a gravidade do sistema está diretamente relacionada aos repasses ínfimos feitos pelo SUS – Sistema Único de Saúde, gerenciado pelo Governo Federal, via Ministério da Saúde. É um verdadeiro descaso os valores repassados aos hospitais, pois a maioria das entidades não tem fins lucrativos e, na realidade, estão cumprindo um papel que caberia diretamente aos governos. Portanto, estas entidades, além de estarem suprindo uma deficiência do Estado (União, Estados e Municípios), ainda correm o risco de terem seus dirigentes envolvidos em ações judiciais. É preciso uma reavaliação dos verdadeiros papéis de cada ente federado na manutenção da saúde nas cidades e regiões. O que não pode é a continuidade desta situação de desrespeito à sociedade, em que cada esfera governamental coloca a culpa na outra. Quando o SUS foi criado, ainda no Governo Collor, tinha por objetivo reduzir a burocracia e economizar recursos para remunerar dignamente os atendimentos. Como se percebe, nada melhorou e a Saúde continua sendo tratada como prioridade menor. Infelizmente, muitos de nós, cidadãos comuns, só nos conscientizamos do problema da Saúde quando batemos na porta de um hospital e nos deparamos com esta triste realidade.
 

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