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terça-feira, 16 de abril de 2024

Alunos do Colégio Metropolitano conhecem triste realidade do atual sistema carcerário.

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Alunos do Colégio Metropolitano conhecem triste realidade do atual sistema carcerário.
Os alunos do segundo ano do Colégio Metropolitano executaram um trabalho extremamente difícil e in …

Thomas Erbacher

LILIANI BENTO/JMV

INDAIAL ? Os alunos do segundo ano do Colégio Metropolitano executaram um trabalho extremamente difícil e interessante, ao mesmo tempo, em junho, intitulado de Sociedade ? Excluídos. Através deste trabalho multidisciplinar, os alunos conheceram a realidade de casas de detenção de menores em Florianópolis. Acompanhados de professoras, eles visitaram o Centro Educacional São Lucas (infratores masculinos), Presídio Feminino e o Pliat (também infratores femininos). De acordo com a diretora da escola, Rejane Lauth de Pin, o trabalho teve por objetivo desenvolver, nas crianças, um conceito sobre a situação atual, sobre o crescente aumento de atos infracionais envolvendo jovens. A maioria deles envolvendo tráfico de drogas.

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De acordo com a diretora, a realidade chocou os alunos que não estão acostumados com o submundo e não tinham idéia do que é o sistema prisional. Durante as visitas, eles tiveram oportunidade de conversar com os detentos e conheceram um pouco mais sobre a vida destes jovens que, tão cedo, perderam a liberdade de ir e vir. ?Foi muito bom e os pais gostaram muito, pois eles perceberam como a liberdade é importante?, avalia a diretora.

Rejane conta que os alunos fizeram muitas perguntas aos detentos. Conheceram casos de arrependimentos e conselhos para não entrarem nesse mundo, para valorizarem os estudos e, principalmente, a liberdade para fazer o que quiser, na hora em que quiserem.

O Centro Educacional São Lucas conta com cerca de 50 rapazes que estão cumprindo pena com medidas sócio-educativas, pois são menores. A maior incidência de delitos é de tráfico e de homicídio. No presídio feminino, os alunos conversaram com detentas que atingiram a maioridade cumprindo pena ou esperando pelo julgamento; São crimes relacionados com tráfico, homicídio e latrocínio. O presídio tem capacidade para 70 detentas, mas abriga, atualmente, 165 mulheres.

No Pliat são infratoras, menores de idade, cumprindo pena ou esperando o julgamento. Esta instituição pertence ao Estado e o programa é único. Anteriormente, as meninas ficam junto com os meninos no Centro Educacional São Lucas. Em todas as instituições, os infratores estudam (módulo supletivo), realizam atividades artesanais e passam por acompanhamento psicológico, recebem visitas dos familiares, fazem a limpeza do local e alguns até cozinham suas próprias refeições.

Os alunos classificaram as visitas como uma lição de vida. ?Uma experiência inesquecível?, relata a estudante Kelly Demuth. Para Débora Kretzer, o acesso ao tráfico é fácil, porém, as conseqüências são trágicas. ?Levar os jovens para visitarem as instituições é uma forma de prevenção para que eles saibam para onde irão se forem presos?, diz André Cristofolini.

Alguns momentos que mais chocaram ou chamaram a atenção dos alunos:

A quantidade de jovens infratores (super-lotação)

O depoimento dos detentos aos alunos

A organização, higiene das instituições visitadas.

A separação das infratoras e dos filhos (aos 6 meses de idade crianças nascidas no presídio são separadas de suas mães)

A dura realidade do tráfico

A falta de liberdade

A falta de oportunidades para os jovens quando saírem das instituições

Exclusão social e da família

À volta para o tráfico (depoimentos)

O dinheiro fácil (a quantia paga para um olheiro)

Gangues ? rivalidade ? poder ? chefe (quem manda mais)

As brigas entre os detentos

A homossexualidade

O preço do vício

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