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Feirantes indaialenses estão insatisfeitos com a queda nas vendas

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Feirantes indaialenses estão insatisfeitos com a queda nas vendas
PREJUÍZOS: Mudança no local da Feira Livre Municipal, após temporal que destruiu antiga sede, tro …

Cleiton Baumann

TATIANA MILANI/JMV
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INDAIAL – Desde novembro de 2009, quando um forte temporal com ventos destruiu totalmente as instalações da Feira Livre Municipal que funcionavam na rua Lauro Müller, Centro de Indaial, os feirantes vêm amargando prejuízos que refletem 50% a menos no faturamento mensal. Esta insatisfação se deve ao fato de que, em local provisório desde o fim do ano passado, nas imediações do Pavilhão Municipal de Eventos – Pame, bairro Tapajós, os feirantes alegam diminuição no movimento e, por isso, querem um local mais centralizado para comercializar seus produtos todas as sextas-feiras.
Segundo a presidente da Feira Livre Municipal, Vera Sato Tkotz, a feira voltou a funcionar em um galpão pré-moldado que já foi sede dos feirantes entre 1997 a 2004, sendo que em 2004, houve a mudança para a região central da cidade, em terreno alugado na rua Lauro Müller. “O espaço era ideal para comércio, pois as pessoas vinham ao Centro da cidade fazer suas coisas e aproveitavam o momento para passar na feira e levar produtos fresquinhos. Já no Pame, isso não acontece, por estar fora de mão para muitas pessoas, e isso é o que está provocando os prejuízos”, afirma Vera.
Ela conta que no fim de janeiro deste ano, todos os feirantes estiveram reunidos no gabinete do prefeito Sérgio Almir dos Santos (Serginho), quando pediram a ele um novo local, mais centralizado, para montar a Feira Livre. “O prefeito manifestou sua intenção em manter a Feira Livre, e inclusive, sugeriu outros locais que o município dispõe na área central da cidade para uma futura mudança, porém, nada ficou definido, pois ficaram de verificar quais serão as possibilidades”, destaca a presidente, lembrando que os feirantes aguardam ansiosos por uma definição.
Para o feirante Flávio Elias Lourenço, que está na Feira desde a sua criação, a mudança de local foi muito ruim para todos. “Desde que nos mudamos de lugar, aqui para o Pame, o movimento nas vendas decaiu em média 50% em relação ao que vendíamos lá no Centro. Isso prova que o ponto em que estamos é ruim e não podemos continuar aqui, caso contrário, isso não compensará mais”, comenta o feirante. Assim como ele, a feirante Elzira Samoleski também concorda no que diz respeito ao atual ponto de venda. “No Centro eu vendia a média de 280 cucas por feira, e agora, aqui no Pame, não vendo mais que 140 unidades, pois vejo que o ponto é fora de mão e muitos não vêm até aqui comprar nossos produtos”, reforça Elzira.
Conforme o secretário de Agricultura e Abastecimento do município, Nivaldo Reichel, responsável por resolver esta questão, a Secretaria está estudando um local apropriado e que venha a atender as reivindicações dos feirantes, para que eles se transfiram de forma definitiva ao local, e que tudo se resolva da melhor maneira. “Estamos procurando um local no Centro da cidade ou que esteja em uma área de acesso ao município, o que facilitaria a clientela frequentar o local e adquirir os produtos”, informa Reichel.
Ele acrescenta que todos estão se empenhando em resolver esta questão o mais breve possível, e que assim que tiverem uma opção, devem se reunir com os feirantes para obter uma definição de comum acordo. “Caso o município não tenha uma área própria adequada aos feirantes, também trabalhamos com a hipótese de alugar algo mais na região central. Tudo pode ser discutido”, finaliza.

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