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sábado, 13 de abril de 2024

Prejuízos chegam a R$ 8 milhões

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Prejuízos chegam a R$ 8 milhões
ENCHENTES: A avaliação preliminar é de que 23 casas estejam condenadas e tenham que ser demolidas …

Thomas Erbacher

LILIANI BENTO/JMV

INDAIAL ? A Defesa Civil entregou, ontem, dia 4, um relatório preliminar para o governo federal, no qual se estima que os prejuízos na cidade cheguem a R$ 8 milhões, contabilizados estragos em vias públicas, pontes, perdas com deslizamentos, casas que caíram e que estão condenadas, entre outros. Este documento servirá para que os governos estadual e federal decidam quanto dos R$ 40 milhões, já liberados para a recuperação de vias, será encaminhado para o município. Este dinheiro é a fundo perdido, ou seja, não se trata de financiamento. Isso é possível porque em outubro o prefeito Olimpio José Tomio havia decretado situação de emergência devido aos estragos causados pelas chuvas constantes.

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O governo do Estado já se comprometeu, através da Secretaria Regional, em liberar R$ 150 mil para Indaial. O presidente da Defesa Civil, Ivo Ockner, diz que o dinheiro ainda não foi repassado ao município, mas será utilizado apenas em recuperação de vias e estragos causados pelas chuvas. A última rua interditada, a Palotina, foi desobstruída. Porém, o estado das vias está caótico e por isso é necessário fazer reparos emergenciais.

De acordo com Ockner, o relatório enviado ainda é preliminar, porque continua o levantamento dos prejuízos. Além disso, em uma avaliação visual inicial, segundo Ockner, 23 casas estão condenadas. ?Precisamos aguardar o parecer técnico dos geólogos e engenheiros. Quando eles terminarem os trabalhos em Timbó, começarão o levantamento em Indaial. A previsão é de que tenha início já na próxima semana.?

Atualmente, há no município 243 desalojados e 23 desabrigados. Os desabrigados são aqueles que, a princípio, perderam suas casas e talvez parte do terreno. De acordo com o presidente da Defesa Civil, a princípio, não houve casos de pessoas que tenham perdido absolutamente tudo. ?Como os terrenos são grandes, é possível recuperar uma parte para construção de uma nova casa?, diz. Entre os locais comprometidos, a princípio, estão ruas Guaíba, Massaranduba, Lótus e Morro do Geisler (Dr. Blumenau) e Morro do Macaco.

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Em alguns casos, Secretaria de Assistência Social pagará aluguéis

A Secretaria de Assistência Social está fazendo um levantamento entre os desabrigados e desalojados para verificar quem era proprietário e quem morava de aluguel. O trabalho inicial será no sentido de pagar aluguel de uma casa para os que eram proprietários até ser encontrada uma solução para eles.

Entre as possíveis soluções estão a retirada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, que será liberada pelo governo federal, linhas de financiamentos com juros menores, que já começam a ser disponibilizadas, e as casas que o Instituo Ressoar, da rede de televisão Record, pretende construir no Estado, através da campanha ?Reconstruindo Santa Catarina?.

A emissora já arrecadou cerca de R$ 6 milhões, doações do Brasil inteiro, que serão utilizados na construção de casas no valor de R$ 15 mil, com 36 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. ?É um começo para quem perdeu suas casas?, diz Ockner. Com o objetivo de dar mais transparência ao projeto de arrecadação, a Record contratou uma empresa de auditoria que irá gerir os recursos. Doações, de qualquer valor, podem ser feitas na seguinte conta: Banco Bradesco, agência 0922-9, conta corrente: 2500-3 ? Instituto Record de Responsabilidade Social ? CNPJ: 07.669.797/0001-63.

Quem morava de aluguel receberá apoio no pagamento do primeiro aluguel. Porém, como há dificuldades em encontrar casas para alugar, a secretária de Assistência Social, Andrea Machado, acredita que algumas famílias ainda estarão nos abrigos no Natal. Por isso, está verificando a possibilidade de fazer uma programação natalina, com teatro e brinquedos para as crianças nesses locais.

Além disso, a Secretaria de Assistência manterá plantão até a nova gestão assumir, no sentido de não abandonar as pessoas que estão em abrigos. ?Vamos trabalhar direto até o dia 2 de janeiro no sentido de distribuir alimentos para os que estão precisando e apoio psicológico. Há muitas pessoas abatidas, sem esperança?, revela.

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