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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Semana Farroupilha encerra no domingo.

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Semana Farroupilha encerra no domingo.
TRADICIONALISMO: Várias atividades estão programadas para o final de semana. Entre elas, churrasco …

Thomas Erbacher

LILIANI BENTO/JMV

INDAIAL – A Semana Farroupilha, instituída pela Lei Ordinária nº 3167/2003 e promovida pelo CTG Amigos da Cavalgada, dia 21, que encerra no domingo, está recheada de atrações para este fim de semana. Num gesto oportuno entre amigos campeiros e tradicionalistas, surgiu a idéia de reunir-se pelo período de uma semana  para reverenciar os acontecimentos históricos que marcaram a Revolução Farroupilha de 1834. Evento que acontece todos os anos no Rio Grande do Sul e que, seus filhos, têm disseminado nos outros estados em que moram.

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Além de manter viva as tradições, a Semana Farroupilha tem por objetivo manter a Chama Crioula acesa por sete dias com guarda 24 horas, revezando entre patrão, peões e simpatizantes da cultura gauchesca. A primeira Semana Farroupilha ocorreu em 2003 e fez muito sucesso com acampamentos, rodas de chimarrão, churrasco campeiro, contos e modas de gaita e viola.No último domingo, dia 14, teve início as festividades com um desfile e a tradicional Chama campeira, que só será apagada neste domingo. Os adeptos e simpatizantes das tradições gaúchas estavam vestidos a caráter e com a cuia do chimarrão nas mãos para a solenidade de abertura. Houve também missa campeira e apresentações artísticas.

A semana Farroupilha é uma reverência às tradições gaúchas transcendendo o movimento tradicionalista. Seu objetivo é prover atividades de lazer e cultural, associadas ao contexto histórico e artístico regionalista. As comemorações da Revolução Farroupilha – o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais – relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O marco inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.

A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-rio-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

A revolução foi motivada pelo descaso do governo federal com os gaúchos. Desde o século XVII, o Rio Grande do Sul enfrentava disputas entre portugueses e espanhóis. Para as lideranças locais, o término dessas disputas merecia do governo central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimento às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os produtos do Rio Grande do Sul. Charque, couro e erva-mate, por exemplo, passaram a ter cobrança de altos impostos.

O charque gaúcho passou a ter elevadas taxas, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e Argentina. Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando em 20 de setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do Rio Grande.

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