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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Trabalho dos voluntários foi primordial durante a tragédia

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Trabalho dos voluntários foi primordial durante a tragédia
O trabalho dos voluntários, sem sombra de dúvida, foi o que mais teve destaque na tragédia …

Thomas Erbacher

LILIANI BENTO/JMV

INDAIAL ? O trabalho dos voluntários, sem sombra de dúvida, foi o que mais teve destaque na tragédia que se abateu sob Santa Catarina, em novembro, com fortes chuvas, enxurradas, deslizamentos e enchentes. Pessoas que, comovidas com o sofrimento do próximo, se envolveram de forma gratuita com o transporte de vítimas, de mantimentos e até na retirada de mortos dos escombros. São pessoas que acreditam que a vida é muito mais do que apenas TER.

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Ainda hoje, cerca de 15 dias depois da tragédia, há locais em que o trabalho dos voluntários está sendo primordial. Cidades como Blumenau, Itajaí, Ilhota e Gaspar ainda estão na dependência da boa-vontade destas pessoas. Para homenagear estes homens e mulheres, a Organização das Nações Unidas instituiu o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário.

O objetivo da ONU é fazer com que, ao redor do mundo, sejam promovidas ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade. No Brasil, já existem diversas iniciativas em favor do desenvolvimento de práticas de voluntariado. Mas elas nunca são demais. Há sempre muita coisa por fazer. Segundo as Nações Unidas, o voluntário é a pessoa que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar ou outros campos.

Em Indaial não há mais voluntários trabalhando. Mas quando tudo aconteceu, das cerca de 150 pessoas envolvidas no atendimento as vítimas, pelo menos, 80 eram voluntários. O presidente da Defesa Civil, Ivo Ockner, conta que os voluntários ajudaram a retirar famílias das casas em riscos, a separar as roupas doadas e até a cozinhar. Em Blumenau, ainda hoje há mais de 1,5 mil voluntários trabalhando para atender as mais de quatro mil pessoas vítimas das enxurradas. ?O trabalho deles é fundamental?, diz Ockner.

O Vale do Itajaí já recebeu 2,5 milhões de toneladas de alimentos, 1,5 milhão de litros de água e 180 toneladas de roupas. Móveis, utensílios de cozinha, colchões, produtos de higiene e remédios também chegam em grande volume, empacotados em caixas. Além disto, centenas de mensagens de otimismo, muitas de crianças, também têm chegado nas cidades afetadas.

Gilmar é exemplo de voluntariado

Gilmar Correia, 32 anos, segurança, ouviu no rádio que a Defesa Civil estava precisando de voluntários para ajudar as vítimas das enxurradas. Não pensou duas vezes e já se apresentou. Trabalhou cinco dias, dormindo muito pouco, ajudando a todos que podia. Seu trabalho ajudou os órgãos oficiais a levar ajuda com mais rapidez aos que precisavam de alento. Ele conta que nas enchentes de 1983 e 1984 já havia ajudado também como voluntário.

?Quando ouvi que a Defesa Civil precisava de ajuda eu senti que não podia deixar de me apresentar. Eu e minha família não fomos atingidos, mas muita gente estava precisando. É um trabalho muito triste, porque vemos pessoas que perderam tudo o que levaram uma vida inteira para conquistar?, declara. Na sua opinião, todos deveriam ajudar, colaborar com o que podem. ?Infelizmente tem muitas pessoas que poderiam ajudar muito mais, mas não fazem?, diz.

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