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‘Empresas precisam ter lucro para investir e gerar empregos’

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‘Empresas precisam ter lucro para investir e gerar empregos’
Presidente do Sindicato Patronal, Edvaldo Angelo, fala sobre a atual conjuntura política e econômi …

Clarice Graupe Daronco / JMV

Foto: FOTO/ARQUIVO/JMV

 

TIMBÓ – A atual conjuntura política e econômica afeta todos os setores que envolvem desde a geração de emprego a mão de obra, razão pela qual as mudanças previstas pelo Governo Michel Temer, deixa muitas dúvidas tanto para empresários como trabalhadores. A redação do JMV, com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas entrevistou o presidente do Sindicato Patronal de Timbó, o empresário e engenheiro Edvaldo Angelo. Na entrevista o empresário fala sobre a mudanças previstas pelo governo Temer em relação às reformas Trabalhista e da Previdência. 
 

Jornal do Médio Vale (JMV) – Qual a posição do Sindicato Patronal em relação às mudanças previstas pelo Governo Temer:
Edvaldo Angelo – A vida média do brasileiro tem aumentado ano após ano. A mudança de cultura para se ter uma vida mais saudável, principalmente na alimentação e exercícios físicos, é a grande responsável pela maior longevidade do ser humano. Somado a isso, a redução demográfica (menos nascimentos de crianças), menos jovens na força do trabalho, está influenciando em muito a queda da arrecadação. Portanto, temos de um lado as pessoas vivendo mais e no outro lado menos jovens para dar sustentabilidade para pagar a aposentadoria destas pessoas. Particularmente, entendo que o Sistema Previdenciário tende a ficar insustentável devido a esses dois fatores. A questão das Reformas Trabalhistas, as lideranças Sindicais e as autoridades que estudam e votam, precisam considerar como prioritário o bom senso para atingir o equilíbrio entre os lucros das empresas e a geração de empregos. As empresas precisam ter lucros para investir e poder gerar empregos. Os direitos do trabalhador esbarram no limite dos interesses dos empreendedores em expandir e criar novos negócios. A Geração de Empregos está diretamente ligada à criação de negócios e a criação de negócios está diretamente ligada à condição de competir no mercado. Os custos dos produtos definem se a Empresa permanecerá no mercado ou não. Um ponto que a Reforma Trabalhista deveria mudar, é a cobrança exagerada de impostos sobre o salário do trabalhador e evidentemente, repassar esse valor dos impostos, ao salário do trabalhador. 


JMV – Com a Reforma da Previdência, onde homens e mulheres poderão se aposentar após os 65 anos, na sua avaliação, as empresas estão preparadas para ficar ou absorver essa mão de obra?
Edvaldo Angelo - 
O crescimento dos Direitos Trabalhistas aumenta em muito as responsabilidades sobre o Empreendedor. Essa razão tem incentivado o empreendedor a implantar em suas fábricas automação e mecanização. Essa tendência, induz ao desaparecimento dos  Postos de Trabalho. Portanto, se de um lado é necessário prolongar a permanência dos trabalhadores nos empregos, no outro lado ocorre a redução dos Postos de Trabalho, devido as exageradas exigências trabalhistas.
JMV – Como empresário e representante da classe empresarial, quais seriam as mudanças mais corretas?
Edvaldo Angelo – Na questão Previdenciária o que foi feito ao longo dos anos, foi muito injusto para com o Trabalhador da Empresa Privada. 80% do arrecadado em impostos previdenciários, são destinados para funcionários das autarquias e dos poderes governamentais, que representam apenas 20% do total dos trabalhadores. Portanto, 20% do arrecadado é destinado para o expressivo número de 80% dos trabalhadores privados. As mudanças que estão em discussão no Congresso, até podem ser sobre o número de anos a mais a permanecerem na ativa, mas, o mais correto e honesto, é mudar os Sistema de Benefícios e Aposentadorias dos 20% dos que recebem os 80% da arrecadação.
 

JMV – Qual a sua posição em relação ao momento econômico que o país vive?
Edvaldo Angelo – Nós brasileiros, estamos todos em um mesmo BARCO CHAMADO BRASIL. Nos últimos 15 ou 20 anos, os governantes simplesmente destruíram todos os procedimentos justos e de interesse real do povo. A pior situação, é que não foi falta de capacidade, foi por ideologia, já considerada ultrapassada ao longo da história. A evolução da qualidade de vida, da Saúde e da Educação foi interrompida iniciando-se retrocesso dos ganhos auferidos, duramente conquistados. Vivemos momentos conturbados, com interesses de grupos muito fortes e que não pensam no povo brasileiro. Para redirecionar o nosso país, precisamos remar todos no mesmo sentido. 


JMV – Sabemos que o número de desemprego está aumentando consideravelmente, como o senhor analisa essa situação:
Edvaldo Angelo – Santa Catarina, particularmente o Vale do Itajaí e Timbó, tem um comportamento histórico, diferente do restante do país. Talvez pelo espírito empreendedor dos imigrantes que transferiram para os seus descendentes a diversificação das Indústrias, podemos dizer que não há desemprego. Sabe-se por estatísticas que em torno de 5% dos adultos na faixa de trabalho, simplesmente não querem trabalhar.  O número de desempregados em nosso Estado, não reflete em alteração da nossa economia. Os casos particulares são em razão de seu mercado consumidor situar-se fora de nosso Estado. Uma questão relevante que necessita ser discutida, é a recuperação da produtividade interna das Empresas. Calcula-se perda média dessa produtividade, em torno de 18%, devido a produção lenta e índices de refugos. Não há processo de fabricação eficaz, que consiga pagar esta conta. O reflexo é o desemprego. Neste ponto, precisamos rever nossos conceitos de respeito aos nossos empregos. Uma fábrica quando fecha as portas, começou a fechar as portas, cinco a seis anos antes. O motivo invariavelmente, é a gestão da Companhia e a queda da produtividade. No Brasil, acrescente-se o Rigor das Leis Trabalhistas.

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