quarta-feira, 17 de junho de 2026
15.8 C
Timbó
quarta-feira, 17 de junho de 2026

Recém nascidos recebem primeiras vacinas no Hospital

Data:

Recém nascidos recebem primeiras vacinas no Hospital
Parceria entre o Oase e a Secretaria da Saúde, oportuniza a imunização dos bebês antes deles ire …

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

Foto: CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
[email protected]

TIMBÓ – Você sabe da importância dos bebês recém-nascidos receberem suas primeiras vacinas antes mesmo de saírem da maternidade? Os profissionais que trabalham no Hospital e Maternidade Oase em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, sabem da importância de imunizar os recém-nascidos, antes de deixarem a maternidade.
Segundo as profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, que atuam junto a Sala de Vacinas, instalada no Hospital e Maternidade Oase, Aracy Penz Kopsel e Silvana Longo Roepke, ambas técnicas de enfermagem, em suas primeiras 24 horas de vida, os bebês devem ser imunizados contra a tuberculose e receber a primeira dose da vacina contra hepatite B. “Essas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo sistema de saúde pública e, em geral, não apresentam efeitos colaterais”, observam elas.

BCG é uma das vacinas

Silvana explica, que a vacina BCG protege a criança do Bacilo Calmette-Guerin, que pode causar graves casos de tuberculose. “É administrada uma dose única em crianças com peso superior há dois quilos”, orienta a técnica ao informar, que a vacina é aplicada por meio de uma injeção, que forma uma pequena cicatriz no braço algumas semanas depois. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 99% dos bebês brasileiros recebem a BCG desde 1995. Na França, em 2008, a vacina possui uma cobertura de apenas 84%.
Na oportunidade, relata Silvana, também é aplicada a primeira dose da vacina contra a hepatite B, pois a mesma deve ser administrada na maternidade, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. “Ela é aplicada em forma de injeção, dada normalmente na região da coxa”, observa ela ao explicar, que a imunização da hepatite B deve ser realizada em três doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda e 180 dias da primeira para a terceira dose. No ano passado, mais de 90% das crianças receberam a vacina da hepatite B. A importância de vacinar o mais precocemente possível, reside no fato de que quase 90% dos recém-nascidos infectados por suas mães no parto tornam-se portadores crônicos, podendo transmitir a doença para seus parceiros durante a vida, sem saber que estão contaminados. Além disso, uma entre cada quatro crianças que contraem a Hepatite B no parto, desenvolve câncer hepático ou cirrose.

riscos da hepatite b

As formas de contágio de hepatite B em recém-nascidos são através do parto, por contato com o sangue infectado da mãe (transmissão vertical) e através de sangue contaminado, como em transfusões (transmissão horizontal).
Muitas mães são portadoras do vírus e não sabem disso, infectando os seus filhos e os riscos de transmissão vertical aumentam quando se tem alta carga viral materna. Além disso, o risco de transmissão de uma hepatite B aguda, autolimitada, ocorrida na gravidez, depende do período gestacional em que a infecção ocorreu: é maior o risco se a mãe se infectar no terceiro trimestre, quando geralmente ela já fez o exame de sangue e não o repetirá.
Neste caso, 80 a 90% dos neonatos desenvolverão a forma crônica da doença, em comparação com 10% se ocorrer no primeiro trimestre. Esta cronificação precoce leva a um risco de aproximadamente 25% de evolução para cirrose ou hepatocarcinoma.
Evoluindo os recém-nascidos contaminados como portadores crônicos, transformam-se em reservatórios do vírus e o mantém na comunidade (muitos deles serão portadores assintomáticos). Assim, pela gravidade do processo para o próprio indivíduo e por ser uma forma de manter o vírus na comunidade, esta via de transmissão deve ser prevenida.
Além da sorologia materna durante o pré-natal, estudos já demonstraram que a aplicação isolada da vacina de hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, pode contribuir substancialmente para diminuir a transmissão aos bebês, independentemente de se conhecer esta sorologia. A hepatite B é uma doença que o pediatra normalmente não vê, porque na maioria das vezes não apresenta manifestações clínicas na criança (portadora assintomática), vindo a apresentar sintomas e complicações na adolescência ou na idade adulta.

Últimas Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

error: Conteúdo protegido de cópia.