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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Bombeiro Militar de SC tem a primeira mulher piloto de avião

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Tenente Fernanda Reck passou por todas as etapas e agora entra na história

A 1ª Tenente Fernanda Corrêa Reck, que atua no Batalhão de Itajaí, é a primeira oficial bombeira militar, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), habilitada como piloto de avião multimotor.
Ela realizou curso inicial de piloto privado (PP) particular e para pilotar o avião Carajá, que é multimotor, ela participou de mais uma qualificação sob instrução dos capitães Fábio Fraga e Álvaro Luiz Bilher Júnior, ambos do BOA.

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Por ser uma Unidade Aérea Pública (UAP) operada por aviões multimotores, foi necessário cumprir as exigências do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) número 61, cuja ementa é: “licenças, habilitações e certificados para pilotos”, para conceder a habilitação de avião multimotor terrestre.


“Hoje, estou nessa posição de ser a 1ª mulher a pilotar um avião de uma UAP militar de Santa Catarina, que é uma área tipicamente masculina, porque há muitos anos outras mulheres foram abrindo os caminhos e conquistando espaços para que chegássemos até aqui. Então hoje essa porta está aberta e eu espero incentivar outras mulheres que querem seguir o caminho da aviação, que tenham foco e dedicação para alcançar esse objetivo, pois o caminho pode não ser fácil, mas é gratificante”, exalta a tenente.

Após o cumprimento dos treinamentos regulamentares previstos, a tenente Reck concluiu a fase inicial para os voos das aeronaves Asa Fixa. “Eu desejo evoluir e me aperfeiçoar nos estudos para continuar contribuindo na atividade e nas escalas do BOA”, destaca.

Tenente Fernanda Reck passou por todas as etapas e agora entra na história
Tenente Fernanda Reck passou por todas as etapas e agora entra na história

Sobre a Tenente Reck


Há 10 anos no CBMSC a tenente Reck sabia que a atividade com as aeronaves era algo complexo, porém foi estimulada a se aproximar cada vez mais. E em abril de 2022 iniciou o processo de formação. “Por estar um pouco mais próxima da atividade, fiquei curiosa sobre os aspectos que envolvem a aviação. Após comentar com alguns amigos, fui motivada por eles e por alguns familiares a procurar um voo experimental, acabei saindo de lá matriculada no curso”, conta.


“Com o apoio dos meus comandantes iniciei o voo prático de multimotor no BOA no dia 14 de agosto de 2023, de modo a encerrar o estágio alfa, seguindo o programa de treinamento interno do batalhão. A minha dificuldade principal foi conciliar as idas para Florianópolis, para fazer as horas de voo, com o trabalho e a rotina em outra cidade que não podem parar”, complementa. “Já em relação à aeronave, foi a adaptação à aeronave multimotor, que requer mais ações e mais precisão do que o monomotor da escola em que me formei”, explica.

Sobre o trabalho nos aviões


Embora o BOA tenha iniciado as atividades em 2010, com a utilização de helicópteros, somente em 2014 é que as operações com os aviões foram iniciadas, com o uso de uma aeronave monomotor, Cessna, modelo 210N. No ano de 2016, foi incorporado mais um Cessna, modelo 206H, nas operações.
Em parceria com o SAMU, a Secretaria de Estado da Saúde e com a SC Transplantes, são realizados transportes aeromédicos, de órgãos, vacinas, equipes de apoio, entre outras demandas.

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