Casal suspeito de estupro em Timbó responde em liberdade
Mãe da menina, de três anos, conta como descobriu
que a filha teria sido abusada sexualmente …
JMV
TIMBÓ – Um casal suspeito de abusar sexualmente de uma menina de três anos, no município de Timbó, teve a prisão preventiva revogada nesta semana, segundo determinação da Justiça. A mulher de iniciais P.D.S.D., de 19 anos e o homem D.H., de 59 anos, estavam presos desde o fim do ano passado, quando o crime foi registrado na Polícia Civil, mas após a decisão do juiz, eles foram soltos e responderão o caso em liberdade.
A redação do Jornal do Médio Vale conversou com a mãe da criança que teria sido estuprada, porém, ela não autorização a divulgação de seu nome e nem o nome de sua filha. Durante a entrevista, a mãe relatou como foi que descobriu que a menina havia sido abusada sexualmente.
“No fim de dezembro, eu fui tomar banho com minha filha e ela perguntou se poderia colocar a boca em minhas partes íntimas. Eu achei muito estranho esse questionamento dela e respondi que não. Expliquei para ela que isso era errado e comecei a fazer perguntas, para saber por qual motivo ela teria falado sobre isso”, conta a mãe.
Enquanto conversavam, a menina disse que o companheiro de sua babá teria colocado a boca e beijado suas partes íntimas. Segundo a mãe, a criança também relatou que, enquanto cometia o estupro, o homem a ameaçava com uma faca, dizendo que a mesma fazia “dodói”.
Diante dos relatos da menina, a mãe procurou a Polícia Civil, que acabou prendendo a babá e seu suposto namorado. Durante a entrevista, a mãe também disse que a babá cuidou da menina por mais de um mês, das 8 às 18h e que não sabe quando e nem quantas vezes o abuso teria sido cometido.
Conforme relatos da mãe, os exames confirmaram que não houve penetração no órgão genital da menina, mas mesmo assim ela acha um absurdo o casal responder o caso em liberdade.
“Espero que esse caso sirva de alerta para todos os pais. A única defesa da criança é a comunicação. Ela não tem força física e nem conhecimento para se defender desse tipo de abuso. Os pais precisam conversar com seus filhos e ficar atentos quando a criança começar a se comportar de forma diferente”, ressalta a mãe.
Ao ser questionada sobre os tratamentos psicológicos, a mãe disse que, apesar da filha ter sido estuprada, toda a família é vítima desse crime e todos estão sofrendo. Por isso, o Conselho Tutelar informou que tanto a criança quanto os pais teriam acompanhamento psicológico, porém, até agora ninguém fez contato.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Timbó, o inquérito ainda não foi concluído e o caso continua sendo investigado. Ao serem questionados sobre o andamento das investigações, os agentes informaram que o caso é sigiloso.




