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Moradores reclamam do baixo nível do ribeirão São João

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Moradores reclamam do baixo nível do ribeirão São João
Ceesam informa que segue as orientações ambientais e respeita o nível mínimo de vazão na capta? …

Neila Daronco/JMV

Foto: Neila Daronco/JMV

BENEDITO NOVO – Moradores da Barra São João, na cidade de Benedito Novo contataram com a redação do Jornal do Médio Vale a alguns dias para chamar a atenção sobre o baixo nível do ribeirão São João.

Para o morador Ingelberto Hochbrun, uma das causas do baixo nível seria a captação de água da Cooperativa de Energia Elétrica Ceesam, que usa os recursos hídricos do ribeirão São João para a geração de energia na usina Alto Benedito I. Outro morador da localidade, Odivald Bloedorn, suspeita que a Cooperativa não esteja respeitando o nível mínimo de vazão do rio, usando além do limite e por esse motivo, o leito do ribeirão ao passar nas suas terras, não possui mais água corrente.

“Isso vem acontecendo a algum tempo, pois sempre acordava e ouvia o barulho do rio. Isso não acontece mais hoje. Venho aqui e só vejo pedras, algumas poças de água e nem sequer ela corre seu leito normal. É muito triste”, lamenta o morador Bloedorn.

Outro problema apontado por Ingelberto é a erosão. “Com o baixo nível da água, os barrancos vão caindo, os animais têm dificuldade para ir à margem e beber água, por exemplo”, comentou.

Além dos problemas enfrentados pelos moradores, os mesmos chamam a atenção para a questão ambiental, pois de uma forma ou outra, acaba prejudicando o ecossistema daquela região. Em contato com o presidente da Ceesam, Lourivald Bayer, buscamos explicações para o problema do baixo nível do ribeirão, onde a água para a geração de energia é captada.

De acordo com o presidente Bayer, o problema vem causas naturais. “Entendemos que seja um problema essa situação para os moradores, mas também entendemos que a causa seja natural, ou seja, estamos enfrentando um período de estiagem e viemos ainda sofrendo com os efeitos da enchente de 2011”, afirmou Bayer.

O presidente da Ceesam mostrou alguns pontos onde o nível do rio está normal e mesmo assim, há erosão, segundo ele, por falta de cuidados com a mata nativa. “É preciso uma colaboração dos próprios moradores ribeirinhos, pois a mata nativa na beira de rios é preciso ser cuidada, preservada. Ao contrário, em qualquer situação de um nível mais baixo, sem pressão da água, os barrancos caem, como vemos aqui. Queremos salientar que esse não é um problema isolado e onde não há captação de água, também acontece essa erosão e percebe-se o baixo nível da água”, afirmou.

Em relação ao nível mínimo de vazão, o presidente da Ceesam afirmou que a Fatma liberou as licenças ambientais Provisória, de Instalação e também a de Operação (LAP, LAI e LAO). “Estamos seguindo as orientações ambientais, cumprindo a lei e respeitando a vazão mínima do rio. Por esse motivo, temos controle automático e ao vivo do nível do rio na captação. Estamos operando com apenas uma turbina e utilizando o nível mínimo de água das nossas reservas”, explicou Bayer ou relatar que há três meses, a geração de energia está em 12% da capacidade total, devido ao baixo nível do ribeirão São João. “O nível de água é totalmente considerado na produção de energia. Nós também sofremos impactos, pois não temos água suficiente. A água que utilizamos para que as turbinas funcionem, logo é devolvida para o ribeirão, que depois da Usina vai ao encontro do ribeirão Liberdade, formando o rio Benedito”, relata Bayer.

O presidente declarou também que essa situação deve ser observada pela comunidade e não apenas na cidade de Benedito Novo, mas outras cidades da região enfrentam o problema. “vale como um recado da natureza, devemos preservar nossa mata nativa, a mata ciliar na beira dos rios e cuidar ao máximo, pois enquanto não tivermos níveis de chuva suficiente, enfrentaremos isso”, destacou Bayer.  Confira matéria completa, com imagens do ribeirão São João e da Usina Alto Bendito 1,  na JMV TV. Acesse: www.jmv.tv.br

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