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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Timbó registra52 focos de dengue em 2024

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Santa Catarina, assim como o restante do país, enfrenta um aumento preocupante nos casos de dengue em 2024. Como reflexo, neste ano, já ocorreram mais de 200 internações hospitalares na Rede Pública de Saúde. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) demonstram que dos 16.748 casos notificados da doença, até o momento, 213 pacientes necessitaram de internação hospitalar no Sistema Único de Saúde (SUS).


No município de Timbó, a Vigilância Sanitária alerta para a alta proliferação do mosquito da dengue e casos no município. Há quatro casos de dengue identificados em Timbó. Destes, dois são autóctones, ou seja, as pessoas que contraíram a doença dentro do município. Por isso, a Vigilância ressalta o alerta para os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.


Do início de janeiro até o dia 19 de fevereiro foram registrados 52 focos do mosquito no município, um no bairro Tiroleses, um no bairro Padre Martinho Stein, três no bairro Vila Germer, cinco no bairro dos Estados, cinco no bairro Pomeranos, cinco no bairro das Capitais, cinco no bairro Imigrantes, cinco no Centro, seis no bairro Araponguinhas, seis focos no bairro Fritz Lorenz e 10 no bairro das Nações.


Dos casos de dengue, foram 18 notificações em janeiro, destes: três positivos e 15 negativos. Enquanto em fevereiro foram 27 notificações, destas: quatro positivos, 13 negativos e 10 suspeitos.


A redação do Jornal do Médio Vale (JMV) entrevistou Jaelson Sabino, técnico da Vigilância Sanitária de Timbó, que explicou como foram identificados esses 52 focos e quais as principais orientações para os munícipes.


Todos os focos foram encontrados nas armadilhas espalhadas em pontos estratégicos, e elas são bem simples, trata-se de um reservatório com água e é de responsabilidade das agentes de endemia passar pelo local para verificar se a fêmea do mosquito depositou seus ovos nos recipientes.

O que tornou Timbó infestado pelo
mosquito Aedes aegypti?

Conforme Sabino, a ligação da rua Blumenau, ao acesso à cidade de Indaial, já infestada com o mosquito, foi propícia para que isso acontecesse. Esses corredores de acesso são os principais “meios de transporte” do mosquito de uma cidade para outra.

O que os moradores podem fazer
para auxiliar no trabalho da Vigilância?

“A população tem que estar engajada no dia a dia, independente das condições climáticas, é importante estar sempre em alerta. É essencial ficar de olho naquela calha amassada no telhado, eletrodomésticos que retém água, como o caso do ar condicionado, piscinas tanto plásticas como as construídas, vasilhames de animais, pneus, vasos e até as bromélias, enfim é indispensável a colaboração do cidadão”, ressalto Sabino.
O que diz a Vigilância Epidemiológica

A população deve se atentar aos sinais e sintomas que a dengue provoca, que é febre, cefaleia, mialgias (dor no corpo), artralgias (dor nas juntas), dor retro-orbital (dor atrás dos olhos). Podem ocorrer, também, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Não se automedique e, na presença destes sintomas, procure atendimento médico preferencialmente na Unidade de Saúde, seguindo as orientações médicas, principalmente na ingestão de líquido. Importante usar repelente para prevenir a doença e, na suspeita da dengue, também usar repelente, porque o Aedes aegypti ao picar uma pessoa com dengue se contamina, assim contaminando outras pessoas. Lembrando que só a fêmea do mosquito Aedes aegypti transmite a dengue, então se a fêmea estiver contaminada com a dengue, seus ovos também estarão e assim que eclodirem, as fêmeas estarão contaminadas e transmitindo a doença para as pessoas ao serem picadas.


Durante o mês de janeiro, foram registradas pela Vigilância Epidemiológica 18 notificações e, em fevereiro, 59. Casos reagentes foram registrados, três em janeiro e quatro em fevereiro. Já não reagentes, 15 em janeiro e 13 em fevereiro.


Casos suspeitos, não foram registrados casos em janeiro e até o dia 20 de fevereiro o setor havia registrado 42 casos. Lembrando que os números de fevereiro são até o dia 20.

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