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A conta que não fecha

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A conta que não fecha
Renal Vida sofre com
defasagem no repasse do
Governo Federal. Déficit
mensal chega a R$ 70 mil …

Janaina Possamai/ JMV

 

TIMBÓ – Aos de 67 anos de idade, Waldemar Kloehn é um avô saudável e cheio de energia para brincar com os dois netos, mas nem sempre foi assim. Em 2006 ele começou a enfrentar os problemas trazidos por uma condição chamada de Doença Renal Policística. 
A doença o levou a uma máquina de hemodiálise e, quatro meses depois a um transplante de rim. O procedimento, porém, não foi bem sucedido. “Lutei durante seis meses contra uma bactéria a qual os remédios não foram capazes de eliminar. Em maio de 2007 precisei retirar o rim e voltar para a hemodiálise”.
O tratamento era feito na Renal Vida, de Timbó e foi da equipe de profissionais de Saúde que trabalham no local que Waldemar tirou a coragem necessária para enfrentar outros três anos de hemodiálise e um segundo transplante de rim. “Foram eles que me deram força para tentar uma segunda vez. O atendimento, o cuidado que tiveram comigo e o apoio que recebi foram os responsáveis para que eu tentasse, em 15 de maio de 2010, o segundo transplante”. Desta vez tudo correu como o esperado, Waldemar já não precisa mais das sessões na máquina que filtra o sangue e pode aproveitar para passar o tempo com a esposa, as duas filhas e os dois netos. Dias felizes que não o fazem esquecer dos momentos de dificuldade e do atendimento que recebeu. 
“Minha irmã e meu sobrinho enfrentam a mesma síndrome que eu. Ela já é transplantada e ele ainda precisa passar pelas sessões que filtram as impurezas do sangue. Ambos se trataram em Joinville, mas eu sei da importância que instituições como a Renal Vida têm no cotidiano de pessoas que enfrentam graves problemas renais. Não tenho palavras para descrever a importância que aqueles profissionais tiveram na minha vida”.
Waldemar é uma de muitas pessoas que já passaram pela Renal Vida e constataram a importância que a instituição tem. No entanto, a situação financeira enfrentada por ela inspira a atenção de todos. “Não é possível prever quando você ou alguém da sua família terá um problema renal e precisará de atendimento. Por isso é importante que todos ajudem e prestem atenção no que está ocorrendo”, alerta Waldemar. 

Defasagem do repasse SUS

Há algum tempo a entidade administra a defasagem nos valores pagos pelo Governo Federal, que não sofrem reajuste há cerca de quatro anos. De acordo com o promotor Social, responsável pela captação de recursos Ederson de Andrade Ascari, cada sessão de hemodiálise custa R$ 257, mas atualmente o SUS paga R$ 179, o que causa um déficit de R$ 1 mil por paciente a cada mês. Na unidade de Timbó, que atende cerca de 70 pacientes, isto gera um déficit mensal de R$ 70 mil. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União no início de janeiro aumentou o repasse para R$ 194,20 por atendimento, o que ajuda, mas não resolve a situação da entidade. “Além disso, o SUS repassa os valores cerca de 45 dias após o faturamento e temos ainda os salários dos colaboradores já reajustados em 35% e equipamentos e insumos são comprados em dólar”, explica. 

Como ajudar

A Renal Vida de Timbó atende, além da cidade sede, pacientes dos municípios de Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio, Benedito Novo, Ascurra, Apiúna e Doutor Pedrinho. Para manter a associação em atividade, os doadores são fundamentais. Uma das maneiras de ajudar é através da doação em conta de luz. Além disso, a entidade planeja dois pedágios, um na cidade de Timbó e outro em Indaial, ainda sem data definida. 

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