Dia do ceramista é lembrado pela empresa Germer
Indústria de porcelanas parabeniza funcionários do setor pela passagem do seu dia, em 28 de maio …
Neila Daronco/JMV

TIMBÓ- A empresa Porcelanas Industriais Germer, de Timbó, é a única a trabalhar com porcelanas para fins elétricos no Sul do Brasil. Produzindo isoladores para alta, média e baixa tensão. Os técnicos ceramistas e demais trabalhadores que trabalham na empresa, são os únicos a atuarem neste segmento no Sul do país. Assim sendo, o gerente de Recursos Humanos Arli Zegatte e o diretor industrial, Jandilson Klein, juntamente com a diretoria do Grupo Germer lembraram de todos os ceramistas do Brasil em especial os que atuam nas empresas do Grupo, proporcionando aos leitores, conhecerem os trabalhos desenvolvidos pelos ceramistas. “Existem tantas profissões e momentos que são lembrados e comemorados em diversas atividades, e nós trabalhadores na indústria cerâmica, também decidimos destacar essa data perante nossa comunidade. Muitas pessoas conhecem a empresa, mas não compreende exatamente que tipo de produto é produzido aqui”, afirmou Klein.
O gerente de RH, Zegatte, destaca que além de mostrar a produção da empresa, o importante é cativar e valorizar os trabalhadores ceramistas da Germer. “Nossa empresa contribui para o crescimento e desenvolvimento do país e do setor elétrico. É um orgulho para Santa Catarina, para Timbó e para os trabalhadores estar próximo de uma empresa desse porte. O que é produzido pelas mãos de nossos funcionários é comercializado no mundo todo”, destaca Zegatte.
“Eu arrisco a dizer que o trabalho com cerâmica ou seja, com a manipulação de argilas, é uma das profissões mais antigas e uma arte milenar. O consumo desse tipo de material está enraizado em nossa cultura, desde a construção civil, com o uso de tijolos, telhas e determinados tipos de pisos, bem como no uso doméstico com as porcelanas de mesa, decorações e outros. Quem nunca sonhou em ter um jogo de jantar em porcelana em sua casa? No setor industrial o uso da porcelana também é muito forte com os isoladores elétricos fabricados aqui em Timbó, já na fábrica de Campo Largo no estado do Paraná, são produzidos maravilhosas peças para o uso doméstico e hotelaria. É uma profissão de destaque, sem dúvida”, afirmou Klein.
“Aqui na empresa, a mão de obra é fundamental e ainda em vários postos de trabalho é artesanal. Mesmo que estejamos atentos e já trabalhamos com automação industrial, o trabalho manual ainda é necessário. É preciso pôr a mão na massa e como todas as outras profissões, tem que gostar do que se faz. O trabalho com argila é diferente e por isso atrai a atenção e muitos interessados nesse tipo de profissão”, afirma o diretor industrial.
Se alguém ficou com receio de ouvir a palavra automação, os diretores garantem que não há previsão para o fim dos trabalhos como técnico ceramista. “Os componentes de porcelana estão sendo aplicados em diversos setores. Ela não se limita. Mesmo que a indústria necessite de maior produção e introduza a automação no negócio, será preciso mão de obra humana, aquela que conhece o processo, para que ele seja eficaz. E, outro ponto interessante é que além dos cursos no setor ceramista, conhecimentos em outras áreas também são oferecidos aqui na empresa, desde logística, engenharia da produção e elétrica, marketing, administração e gestão de pessoas. É possível crescer aqui dentro”, destaca Zegatti. “Todos os diretores e gerentes da Germer iniciaram e conhecem o chão de fábrica, como falamos. Eles sabem como é o processo e a cultura da empresa. A Germer oferece essa possibilidade e o trabalhador deve apenas estar preparado para quando surgir essa oportunidade. Eu sou exemplo disso, como vários outros”, declarou Klein.
Por ser uma empresa histórica na cidade de Timbó, a indústria registra funcionários que já completaram mais de 20 anos de empresa. Entre esses trabalhadores, há os que continuam na mesma profissão e outros que foram aprendendo e crescendo. Essa profissão, é tão importante para a empresa, quanto para esse setor da indústria que vem se adaptando, crescendo junto com a economia e que pelas mãos desses trabalhadores transforma uma matéria-prima vulnerável em algo sólido e resistente.





