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Uma janela para outros mundos

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Uma janela para outros mundos
A experiência do intercâmbio se revela como um grande diferencial na vida de quem passa por ela. S …

Neila Daronco/JMV

Foto: Arquivo pessoal

TIMBÓ – Ter um intercâmbio no currículo é sempre um diferencial. Experiência internacional, contato com novas culturas e domínio de outro idioma contam pontos positivos na carreira. Quem consegue aliar a viagem ao aprimoramento profissional, com conhecimentos paralelos àqueles adquiridos em sala de aula, se torna mais competitivo no mercado.
A estudante de Tecnologia em Comércio Exterior da FURB, Maíra Círico, de 21 anos embarca no dia 19 de agosto para a Suécia, onde cursará disciplinas de marketing na Halmstad University, na cidade de Halmstad. Maíra aposta na experiência e no conhecimento de culturas para se dar bem quando voltar ao Brasil. “A FURB e a Halmstad University possuem uma parceria muito boa, em diversas áreas do conhecimento e sempre quis fazer um intercâmbio. Quando soube disso, me dediquei muito, aprimorei meu inglês e consegui a vaga que concede bolsa de estudos, moradia e alimentação. Vivendo numa espécie de república e estudando lá, que é uma universidade que recebe intercambistas de todo o mundo, espero que eu conheça de tudo e não só o povo sueco, mas os demais estudantes que estarão lá”, afirmou Maíra.Ela é filha de Osmir e Isolde Círico e tem uma irmã, Larissa. Trabalhava até o mês passado como assistente de importação, numa empresa de Blumenau e parou de trabalhar para elaborar a documentação para a viagem, que a fez ir até Brasília, na Embaixada da Suécia para os vistos e demais informações. “Quando eu soube da seleção, faltavam quatro meses para a viagem, agora só faltam alguns dias”, comentou Maíra, ao afirmar que as exigências são muitas e os testes para a seleção também. “O intercâmbio é de um ano e nesse tempo, pretendo aproveitar e conhecer outros países da Europa, já que são muito próximos. Não pretendo voltar ao Brasil nesse período, pois quero aproveitar tudo o que eu puder estando lá. O mais difícil sem dúvida será a saudade de casa”, afirma Maíra, que mesmo morando em Blumenau, todos os fins de semana vinha para a casa dos pais em Timbó.
Assim também está sendo a viagem de intercâmbio da norueguesa Kirsten Granli, de 17 anos. Estudante do Ensino Médio, ela participa do intercâmbio promovido pelo Rotary Club Internacional e já está de partida, voltando a terra natal no dia 18 de julho.
Kirsten comentou que não imaginava que viria ao Brasil, pois não conhecia a língua, mas sempre se interessou pelo intercâmbio. “Inglês eu falo bem, na Noruega se fala inglês também, mas uma das orientações do Rotary foi que eu devia ir para um lugar onde não conhecesse a língua e então sugeri o Brasil ou França. E aqui estou. Foi muito difícil aprender o português, mas foi uma experiência muito boa”, disse Kirsten.
Atualmente, ela está na casa do rotariano Walter Mazzi, mas quem a recebeu primeiramente foi a família rotariana de Valdir Zanatta e também na família de Alois Fuchs. “ O Rotary prevê que os seus intercambistas compartilhem momentos e situações da cultura onde está inserido, para conhecer os hábitos, costumes, para conhecer o modo que vivem, como trabalham, o que estudam. Estando na casa das famílias, esse processo ocorre de forma mais verdadeira e o intercambista entra num ambiente totalmente novo e 24 horas por dia”, comentou Walter Mazzi.
Kirsten estudou na Escola Cetisa e cursou o 3º ano. Embora compreendendo bem a língua, sente dificuldade em algumas disciplinas, como física e química. “Na Noruega, em minha cidade Lunner, nós escolhemos as disciplinas então aqui foi mais complicado estudar de tudo mas de qualquer forma eu terei que refazer esse ano de novo quando retornar”, explicou Kirsten.
Nesse ano em que esteve no Brasil, viajou para o Nordeste, conheceu a Amazônia, junto de outros intercambistas do Rotary Internacional.e conheceu as Cataratas do Iguaçu e foi ao Paraguai junto com as famílias brasileiras. “Gostei muitos das frutas e das comidas na Amazônia. De uma forma geral, a gastronomia brasileira e aqui de Timbó é muito boa!”, comenta Kirsten ao relatar que o que mais gostou foi do churrasco.
Em Lunner e na Noruega como um todo, uma das carnes mais consumidas é a de peixe e a suína. A carne de gado é bastante cara e por isso, o consumo é menor. “Aqui é o prato quase que diário”, diz ao contar que aumentou o peso nesse ano que está no Brasil.
Ela comentou que além dos amigos que fez aqui e de conhecer a vida no Brasil, tão diferente da Noruega, onde apenas três meses são mais quentes e os demais com temperaturas muito baixas, chegando até os 20° negativos. “Mesmo aqui sendo mais quente, eu senti muito mais frio que lá, porque nossas casas são preparadas para o frio. E aqui, o verão é muito quente também”, comentou Kirsten.
O rotariano Mazzi relatou que suas filhas já não moram em casa e foi uma experiência diferente ter novamente uma adolescente em casa e ainda, sendo estrangeira. “Acredito que nos demos bem. Foi uma responsabilidade muito grande também e curtimos muito a presença da Kirsten em nossa família”, comentou.
Kirsten comentou também que sente muito a falta da família e a distância. “Mesmo falando sempre com eles via skype, a saudade é forte. Os primeiros seis meses foram difíceis, agora, talvez por estar se aproximando da volta, estou melhor já”, afirma Kirsten.
A timboense Maíra já está preparada para o período de adaptação ao novo. “Nos encontros com intercambistas, pois iremos em quatro alunas da FURB, já nos explicaram que a saudade é um processo normal do ser humano. Teremos momentos em que ficaremos deprimidos. Mas estou com boas expectativas”.

 

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